REVOLTA
Aliados de Lula reagem à queda de Jorge Messias: "Chantagem"
Advogado-geral da União não conseguiu os votos necessários para ocupar STF

Aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) usaram as redes sociais na noite de quarta-feira, 29, para comentar a rejeição da indicação do advogado-geral da União Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF), considerada uma derrota histórica para o governo.
O líder do governo no Senado Federal, Jaques Wagner (PT-BA), afirmou que, ao contrário do que está sendo propagado, não foi Messias que “perdeu” ao ser barrado da Suprema Corte, mas sim o Brasil.
“Messias é um homem honrado e cumpre todos os requisitos constitucionais exigidos. Jorge Messias não perdeu a indicação ao Supremo. Quem perdeu foi o pacto constitucional, foi a Nova República. Foi o Brasil”, escreveu o senador.

A deputada federal e ex-ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (PT-PR), afirmou que a rejeição foi resultado de uma “aliança vergonhosa” no Senado e classificou os 42 votos contrários como uma injustiça.
“Mais do que uma injustiça contra Jorge Messias, privaram o país de uma pessoa muito qualificada para ser ministro do STF”, escreveu.

Já o ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos (PSOL), afirmou que houve chantagem política e manipulação.
“A aliança entre bolsonarismo e chantagem política venceu na rejeição ao nome de Jorge Messias ao STF. O Senado sai menor desse episódio lamentável”, escreveu.

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O líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), afirmou que a derrota não deve interferir na campanha de reeleição de Lula.
"Essa é a circunstância do Senado diante dessa polarização, sobretudo pressionado pelo processo eleitoral... Não é agradável", disse.

Rejeição histórica
O Senado Federal rejeitou, na quarta-feira, 29, a indicação de Jorge Messias para o STF.
A decisão encerrou um impasse de cinco meses entre o Palácio do Planalto e o Congresso e marca a primeira vez, em 132 anos, que a Casa veta um nome indicado pela Presidência da República para a Corte.
Para ser aprovado, Messias precisava de, no mínimo, 41 votos favoráveis. O governo estimava ter o apoio de 45 parlamentares, mas ele recebeu apenas 34 votos.
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