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"Resposta de Lira a Bolsonaro tem que ser mais dura", cobra Zé Neto

Publicado às | Atualizado em 08/09/2021, 20:36 | Autor: Luiz Felipe Fernandez
O "freio" em Bolsonaro é necessário, segundo o parlamentar, para lembrar ao presidente que ele "não é o dono do país" I Foto: Pabllo Valadares I Agência Câmara
O "freio" em Bolsonaro é necessário, segundo o parlamentar, para lembrar ao presidente que ele "não é o dono do país" I Foto: Pabllo Valadares I Agência Câmara -
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O deputado federal Zé Neto (PT) afirmou nesta quarta-feira, 8, em conversa com o grupo A TARDE, que o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL) precisa dar uma "resposta" mais "dura" ao presidente Jair Bolsonaro pelas ameaças à ordem democrática. Em pronunciamento no início da tarde, Lira pediu um "basta" à "escalada" golpista, mas não citou nominalmente o impeachment.

"O parlamento não deve vacilar, a resposta de Lira tem que ser mais dura, defender as instituições agora, principalmente o judiciário, um pilar da nossa sustentação democrática. Sem ele, o mundo dará as costas para o nosso país, que perderá ainda mais credibilidade", disse Zé Neto.

O "freio" em Bolsonaro é necessário, segundo o parlamentar, para lembrar ao presidente que ele "não é o dono do país" e não pode governar em benefício próprio e da sua família. O feirense concordou que é o momento da união de diferentes segmentos para fortalecer a tese do impedimento.

"Chegou a hora de não só engrossar o caldo do impeachment, como reunir todos que defendem a democracia, sejam partidos de centro, direita ou esquerda, assim como associações e organizações sociais", conclamou.

O PSDB anunciou que agora é oposição ao governo Bolsonaro, enquanto o PSD vai criar uma comissão para analisar o impeachment. O PL também ameaçou deixar a base do governo. O Podemos, contudo, alegou que o momento não é propício para um processo que pode piorar a situação do país, em meio à pandemia de Covid-19 e as dificuldades econômicas.

Líder da minoria no Senado, Jean Paul Prates (PT) destaca que está "nas mãos" de Arthur Lira a responsabilidade de dar continuidade a um dos tantos processos de impeachment contra o presidente. Ele aconselha que o pepista aja para não agravar ainda mais a crise institucional e coloque o pedido em pauta.

Em publicação no Twitter, o petista afirmou que hoje o STF é o único que consegue se colocar como "barreira" para os ataques de Bolsonaro à democracia, e que é preciso uma resposta seja pelo impedimento ou pela condenação que leve à sua inelegebilidade.

"O STF é a única barreira que impede Bolsonaro de aprofundar ataques ao regime democrático. Os crimes do presidente devem ser imediatamente respondidos e a única resposta cabível é afastá-lo da vida política: seja pelo impeachment, seja por inelegibilidade pelos crimes cometidos", escreveu.

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