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Sabatina A TARDE: Delliana Ricelli critica ausência de mulher na disputa pelo governo da Bahia

Durante sabatina do Grupo A TARDE, candidata defendeu paridade e maior participação feminina

Luan Julião
Por
Sabatina com os candidatos ao Senado Federal / Delliana Ricelli
Sabatina com os candidatos ao Senado Federal / Delliana Ricelli - Foto: Uendel Galter / Ag. A TARDE
Eleições 2026

A participação feminina na política e a ausência de uma mulher na corrida pelo governo da Bahia foram alguns dos pontos abordados por Delliana Ricelli (PSOL) durante a sabatina do Grupo A TARDE, realizada nesta quarta-feira, 12. Candidata ao Senado Federal, ela avaliou que o cenário atual expõe uma contradição dentro do próprio partido e defendeu uma presença maior de mulheres nos espaços de poder.

Ricelli foi a terceira candidata ao Senado a participar da série de entrevistas promovida pelo A TARDE. A sabatina foi conduzida por Eduardo Dias, editor de Política do Grupo A TARDE, e Juliana Nobre, head do núcleo Massa!, com participação dos jornalistas Rodrigo Tardio, da editoria de Política do portal A TARDE, e William Falcão, jornalista convidado do Massa!.

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o abordar a presença feminina na política, a candidata relacionou a ocupação dos espaços de poder à construção de uma democracia mais representativa. Para ela, as dificuldades enfrentadas pelas mulheres para conciliar trabalho, tarefas domésticas e participação política ajudam a explicar a baixa presença feminina nesses ambientes.

"Eu acredito que a gente vai ter uma democracia plena quando a gente tiver mais mulheres nos espaços de decisão. Isso em todas as esferas, em todos os lugares. E pensar, por exemplo, a gente, em todos os âmbitos de nossa vida, a gente tem as contradições. Para mim, o meu partido não ter entendido que, nesse momento, era o momento de ter uma mulher candidata ao governo da Bahia foi uma falha."

'O momento agora é o momento de ter uma mulher'

Ricelli afirmou que a ausência de uma mulher como candidata ao governo não significa que a discussão sobre representatividade tenha sido abandonada. Ela citou a professora Meire Reis, vice na chapa, como uma mulher qualificada que participa do processo eleitoral.

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"O momento agora é o momento de ter uma mulher nesse processo. Nós temos uma vice ótima, qualificada, a professora Meire Reis, que está aí, professora da educação básica. Mas, se a gente está nesse processo e que a gente não conseguiu extrapolar essa contradição, porque aqui não tem, a gente não vai vender perfeição. O processo da dificuldade das mulheres estarem, ocuparem esses papéis, é uma questão que é de nossa vida."

A candidata também apontou a sobrecarga de responsabilidades como um dos obstáculos para a participação das mulheres na política. Ao citar a escala de trabalho 6x1, ela destacou a dificuldade de conciliar a rotina profissional com as tarefas domésticas e a atuação política.

"Então, pense na escala 6x1. Você trabalhar, aí você chegar em casa, cuidar da casa, lavar roupa. Em qual momento que você vai fazer as reuniões? Em qual tempo que você vai ter condição de estar discutindo? É muito difícil. É um trabalho, como diz Margarida Alves, medo a gente tem, mas a gente também não usa. Porque é um processo de muita ousadia estar nesse lugar, de se colocar para ser candidata. Não é uma tarefa fácil, mesmo porque historicamente isso foi nos negado."

Mulheres nos espaços de decisão

Para Ricelli, a estrutura dos espaços de poder também foi historicamente construída sem considerar a participação feminina. A candidata defendeu que a presença das mulheres não deve se limitar à execução de tarefas, mas incluir a possibilidade de participar diretamente das decisões.

"O espaço, o poder, ele não foi arregimentado, organizado para ser ocupado por uma mulher. Então, entendendo isso, é o que a gente tem agora de fazer com que o nosso candidato, o governador, ele leve as nossas pautas, ele consiga colocar, trazer a público aquilo que o Partido Socialismo e Liberdade defende. Porque, apesar de ele ser homem, ele também pode ser e é um aliado na luta e no combate ao feminicídio e aos direitos das mulheres."

A candidata também afirmou que a defesa da participação feminina não representa uma oposição aos homens, mas a busca por equilíbrio na ocupação dos espaços de poder.

"Então, é pensar isso também, porque, quando a gente fala de ser mulher, aí muitas pessoas têm alguns problemas de interpretação, acho que é um processo mesmo da nossa formação, de dizer que a gente quer acabar com os homens e que não é isso, a gente quer paridade, a gente quer estar nos espaços também, a gente também quer tomar as decisões, a gente não quer apenas estar operacionalizando, a gente também quer ter a oportunidade de decidir, né? E eu acho que, embora a gente não tenha uma governadora, a gente tem um processo de uma candidatura que tem sido construída também por mulheres."

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candidaturas femininas] direitos das mulheres participação feminina Política sabatina a tarde

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