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Saiba quem é o governador recordista em participações no 2 de Julho

Levantamento feito por portal A TARDE mostra o campeão em participações na festa cívica

Anderson Ramos
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| Atualizada em
Estreia de Wagner como governador no 2 de Julho aconteceu sob vaias.
Estreia de Wagner como governador no 2 de Julho aconteceu sob vaias. - Foto: HAROLDO ABRANTES | AGÊNCIA A TARDE

Goste ou não, o 2 de Julho é um importante palco para que políticos de todos os espectros ideológicos testem a popularidade nas ruas. Além das celebrações que marcam a data da Independência da Bahia, é inegável que a política invadiu a festa e já se tornou tradição.

Em anos eleitorais, o movimento se intensifica ainda mais, quando candidatos tomam as ruas e dividem o protagonismo com as manifestações culturais que reforçam a importância da festa.

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De olho nisso, o portal A TARDE fez um levantamento para descobrir qual governador marcou presença mais vezes na festa desde a redemocratização, período posterior a Ditadura Militar que vigorou no Brasil de 1964 a 1985. Para cumprir a missão, a reportagem pesquisou edições antigas do centenário no Centro de Documentação A TARDE (Cedoc A TARDE) e chegou ao resultado.

O campeão em comparecimento é Jaques Wagner (PT), que esteve presente na festa em todos os anos do mandato de governador de 2007 a 2014, ao todo oito vezes. Na segunda colocação aparecem empatados Paulo Souto (do extinto PFL) e Rui Costa (PT). Veja o ranking:

  1. Jaques Wagner - 8 vezes
  2. Paulo Souto - 7 vezes
  3. Rui Costa - 7 vezes
  4. César Borges - 4 vezes
  5. Antônio Carlos Magalhães - 3 vezes
  6. Jerônimo Rodrigues - 3 vezes
  7. Nilo Coelho - 2 vezes
  8. Antonio Imbassahy - 1 vez

Estreia com vaias

Apesar do recorde, a estreia de Wagner como governador não foi das melhores. Em 2007 ele enfrentou vaias pesadas de professores que estavam em greve há mais de 50 dias. Algumas vezes, deixou o protocolo de lado e respondeu à altura.

A repórter Regina Bochicchio registrou, na matéria sobre a cobertura da festa naquele ano, que o acesso ao governador foi mais fácil que nos anos anteriores. Ela também destacou a ausência das figuras dos P-2, policiais militares à paisana que blindam os carlistas.

Estreia de Wagner como governador no 2 de Julho aconteceu sob vaias.
Estreia de Wagner como governador no 2 de Julho aconteceu sob vaias. - Foto: HAROLDO ABRANTES | AGÊNCIA A TARDE

Wagner estava acompanhado da primeira-dama Fátima Mendonça, e cercado por parlamentares estaduais e federais, do então ministro da Defesa, Waldir Pires, do presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, além de quase todo o secretariado.

Paulo Souto e Rui Costa chegaram perto de igualar Wagner em número de participações, mas se ausentaram uma vez ao longo dos dois mandatos que governaram a Bahia.

Fatos marcantes

Nos anos 90, a data cívica foi palco de intensas disputas políticas, que muitas vezes descansavam em discussões acaloradas e até mesmo em violência.

Em 1994, a prefeita de Salvador, Lídice da Mata (PSDB), e o ex-governador Antônio Carlos Magalhães (ACM) protagonizaram um intenso bate-boca logo no início do cortejo, no Largo da Lapinha. Cenário completamente diferente de um ano antes, quando os dois ficaram juntos em boa parte do trajeto e ainda trocaram gentilezas.

A discussão começou por causa de um atrito antes da partida do cortejo. Segundo o relato da época, ao tentar iniciar o desfile, a prefeita encontrou seu lugar, ao lado do governador Antonio Imbassahy, ocupado por ACM, secretários de estado e deputados carlistas. Lídice pegou, então, na mão da vice-prefeita Bete Wagner, e as duas colocaram-se à frente do cortejo de ACM e Imbassahy.

— A senhora quer se aproveitar das minhas palmas? — ironizou ACM.

— Desencarna ACM — afirmou Lídice. olhando para ele com irritação para completar: "Não aceito desaforo. E vou responder a todos", respondeu a prefeita.

Um episódio mais grave aconteceu em 1999. A matéria com a manchete “Violência da PM mancha festa do Dois de Julho”, escrita pela repórter Marconi de Souza, mostra que a truculência fez diversas vítimas entre a oposição ao carlismo, que incluía nomes que hoje despontam no cenário nacional.

PM agrediu Lula e outros membros da oposição ao carlismo na saída do cortejo em 1999.
PM agrediu Lula e outros membros da oposição ao carlismo na saída do cortejo em 1999. - Foto: Ag. A Tarde

Um dos agredidos pela PM foi o presidente de honra do PT, Luiz Inácio Lula da Silva, figurinha tarimbada na festa. Ele estava com a ex-prefeita de São Paulo Luiza Erundina, que não escapou das agressões. Os policiais bateram também nos deputados estaduais Paulo Jackson e Alice Portugal, e nos federais Jaques Wagner, Nelson Pellegrino e Walter Pinheiro.

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Pandemia

A disputa política foi deixada completamente de lado em 2020, quando a pandemia da Covid-19 assolou o mundo. Naquele ano, pela primeira vez desde a redemocratização, não houve cortejo por causa da necessidade de distanciamento social.

Na ocasião, o governador Rui Costa e o prefeito de Salvador ACM Neto (União Brasil), mostraram maturidade, deixando os discursos de chefe dos poderes de lado e prestando homenagens às vítimas da doença.

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Disputas Políticas Festa 2 de Julho Governadores da Bahia Independência da Bahia Pandemia e Festividades Politica e Cultura

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