JUDICIÁRIO
STF oficializa trava contra supersalários e barra novos extras a juízes
Medida também se aplica a promotores do Ministério Público

O Supremo Tribunal Federal (STF) oficializou as novas regras que limitam os pagamentos extras, conhecidos como "penduricalhos", recebidos por juízes e membros do Ministério Público.
Com isso, a partir de agora, os valores possuem um teto máximo para barrar os chamados supersalários.
A medida, inicialmente, foi publicada no dia 25 de março. No entanto, foi oficializada nesta sexta-feira, 8.
Leia Também:
A regra em questão limitava os “penduricalhos” pagos a 35% do teto constitucional, o que equivale ao salário de um ministro do STF, no valor de R$ 46.366,19 atualmente.
A medida não serve apenas para organizar os pagamentos, mas também para aliviar os cofres públicos. A expectativa é que essa limitação gere uma economia de R$ 7,3 bilhões por ano.
Quem são os ministros que autorizaram a mudança?
A decisão conjunta foi assinada hoje pelos seguintes ministros:
- Alexandre de Moraes;
- Flávio Dino;
- Cristiano Zanin;
- Gilmar Mendes.

Entenda o que muda com a nova regra
- Limite de extras: Juízes e promotores só podem receber, no máximo, R$ 16.228,16 em verbas extras (o que equivale a 35% do salário de um ministro).
- Adicional por tempo de serviço: Esse bônus será de 5% a cada cinco anos de trabalho, mas também não pode ultrapassar o limite de 35%.
- Impacto no bolso: Com as novas regras, o valor máximo total que um juiz veterano poderá receber por mês é de R$ 78.528. Hoje, a média de remuneração desses profissionais chega a R$ 95 mil.
Quem será afetado?
- Magistratura (juízes e desembargadores).
- Ministério Público (promotores e procuradores).
- Tribunais de Contas.
- Defensorias Públicas.
- Advocacia Pública.
A medida apresentada pelos magistrados, por sua vez, não se aplica as demais carreiras do serviço público.
Siga o A TARDE no Google Notícias e receba os principais destaques do dia.
Participe também do nosso canal no WhatsApp.
Compartilhe essa notícia com seus amigos
Siga nossas redes




