SALVADOR
Codesal monitora novos sistemas meteorológicos após chuvas em Salvador; há risco?
Diretor da Defesa Civil destaca mapeamento de áreas de risco e obras de contenção

Por Yuri Abreu e Victoria Isabel

Durante a entrega de uma obra de contenção de encosta na Ladeira de Santa Rita, no bairro do Matatu de Brotas, nesta quarta-feira, 21, o diretor-geral da Defesa Civil de Salvador, Adriano Silveira, destacou a redução no número de acidentes fatais provocados pelas chuvas nos últimos anos na capital baiana. Segundo ele, o resultado é fruto de um trabalho preventivo contínuo, baseado no planejamento estratégico do município.
“A gente monta toda uma estratégia baseada no plano estratégico da cidade de Salvador. Todas as áreas de risco são mapeadas e, depois disso, fazemos um levantamento detalhado dos riscos de cada região, indicando às secretarias responsáveis, como a Sucop e a Seinfra, a elaboração de projetos de contenção para eliminar essas situações”, explicou.
Adriano ressaltou que, graças a esse trabalho integrado, Salvador não tem registrado ocorrências graves relacionadas a deslizamentos. “Nos últimos anos, graças a Deus, não tivemos nenhum tipo de acidente fatal relacionado às chuvas”, afirmou.
O último caso registrado em Salvador foi o de Paulo Andrade, de 18 anos, que morreu soterrado durante as fortes chuvas de novembro de 2024. O jovem ficou desaparecido por dois dias após o desabamento da casa onde morava, no bairro de Saramandaia.
Chuvas em janeiro
Questionado sobre o volume de chuvas registrado em janeiro - mês que historicamente apresenta baixos índices pluviométricos na cidade - o diretor atribuiu o cenário às mudanças climáticas globais.
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“Hoje vivemos uma mudança climática em nível mundial muito significativa. Por isso, o mundo inteiro busca novas tecnologias para se antecipar aos problemas, especialmente os relacionados à chuva”, disse.
Ele explicou que a Codesal conta com um sistema específico de monitoramento, o Semadec, responsável por analisar dados de radares e estações pluviométricas. “A partir da análise dos últimos dias, ativamos os protocolos de segurança, não apenas em Salvador, mas também em cidades vizinhas, em parceria e apoio operacional”, completou.
Previsão e cenário atual
Sobre a previsão para os próximos dias, Adriano informou que a capital foi influenciada pela chegada de um cavado, sistema meteorológico que favorece a formação de chuvas.
“Esse sistema veio do sul e acabou se acumulando, o que gerou precipitações. No entanto, os volumes registrados nos últimos três dias não representam risco elevado para a cidade”, garantiu.
De acordo com a Codesal, não há alerta ativo no momento, e o município segue sendo monitorado de forma permanente para garantir a segurança da população.
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