SALVADOR
Entenda como funciona o processo seletivo e a formação dos condutores do VLT de Salvador
Grupo responsável pelo meio de transporte já vem abrindo vagas para inscrições

A conclusão das obras do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) de Salvador e Região Metropolitana (RMS) está chegando cada vez mais próxima; com isso, a Companhia de Transportes do Estado da Bahia (CTB) já iniciou o processo de contratação temporária de alguns condutores para a fase assistida da operação.
Essa seleção foi feita por meio de um concurso público que avaliou o currículo dos candidatos, avaliando experiência profissional e cursos de qualificação.
Com essa movimentação da chegada de um novo meio de transporte na capital baiana e na região metropolitana, o portal A TARDE explicou como é feita essa seleção.
Entenda como funciona o processo seletivo do VLT
Para conseguir uma vaga como condutor do VLT, o atual presidente da Companhia de Transportes do Estado da Bahia (CTB), Eracy Lafuente, contou como o processo funciona.
“A seleção é feita por meio de um processo seletivo; nele, analisa-se a experiência dos candidatos na atividade de tráfego e mobilidade pública, ou seja, com pessoas que tenham proximidade com a operação de trem ou com a operação de tráfego.”, contou o presidente ao portal A TARDE.
Atualmente, o VLT está em um processo seletivo para contratação de:
- pilotos;
- operadores;
- controladores;
- outras vagas para operação comercial.
Vale ressaltar que, atualmente, de acordo com o Conselho Nacional de Trânsito (CONTRAN), para uma pessoa ser elegível à vaga de condutor de VLT, ela necessariamente precisa de uma CNH (carteira nacional de habilitação) de categoria D, para veículos que podem ocupar mais de oito passageiros.

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Requisitos para a CNH tipo D
Os requisitos que o motorista deve cumprir para conseguir uma CNH tipo D são:
- Ter no mínimo 21 anos;
- Estar habilitado há pelo menos 2 anos na categoria B ou 1 ano na C;
- Não ter cometido infração grave ou gravíssima nos últimos 12 meses;
- Ser aprovado em exame toxicológico, curso especializado e teste prático.
Preços
Além disso, um investimento deve ser feito, variando de R$ 1.500 a R$ 2.500. Veja os preços:
- Laudo de mudança de categoria: R$ 275,93;
- Exame de aptidão física e oftalmológico: R$ 175,00;
- Avaliação psicológica: R$ 201,99;
- Exame toxicológico (exigência para categoria D): varia de R$ 119,00 a R$ 285,00;
- Pacote básico de aulas, de 2 a 6: de R$ 500 a R$ 800 (para quem já tem experiência e só precisa do veículo para a prova);
- Pacote completo de aulas, de 10 a 20: de R$ 1.300 a R$ 2.000 (para maior treinamento prático).
Condutores de outros veículos podem dirigir o VLT?
A resposta para essa pergunta é: sim. De acordo com o presidente da CTB, pessoas que já têm experiência de condução em outros veículos, como ônibus, metrôs ou trens, podem se candidatar a vagas para o VLT.
Vale ressaltar que esse tipo de experiência é levada em conta como diferencial na hora do certame.
Porém, Eracy Lafuente destaca que, mesmo sendo um veículo sobre trilhos, a dinâmica é diferente de um metrô, e o profissional deve estar “atento ao conceito básico de trafegabilidade e de trânsito, além de ter atenção constante à lateral”.

Todos esses pontos de atenção devem ser tomados para que ocorrências ou imprudências de trânsito não aconteçam. Somado a isso, o condutor deve ter atenção para imprevistos e casualidades, como animais nos trilhos do VTL.
Contingente formado por soteropolitanos
O presidente ainda confirmou que, atualmente, os VLTs, que estão em fase de operação assistida, estão sendo operados integralmente por profissionais de Salvador, sem ter a necessidade de buscar mão de obra em outros locais do Brasil.
Treinamento e capacitação dos condutores
O presidente da CTB informou, ao portal A TARDE, que, antes do início da operação assistida, os pilotos “receberam um treinamento prático em Hortolândia, no estado de São Paulo, onde passaram uma semana conhecendo e realizando as primeiras atividades práticas dentro da cabine do próprio trem.”
Após isso, a capacitação se intensificou em Salvador por meio de testes dinâmicos diários nos trens, sem simuladores.
Agora, na operação do VLT, existe um processo de capacitação para os novos contratados; ele funciona da seguinte forma:
- Capacitação interna e multiplicação: os novos profissionais não necessitam vir prontos; eles recebem capacitação dos seus pares e da equipe da CTB, sob a orientação do coordenador Carlos Bastos.
- Os profissionais que já receberam treinamento repassam e reproduzem o conhecimento para os novos.
- Treinamento com a fabricante (CAF): O coordenador e seus colegas receberam treinamento diretamente da CAF (empresa espanhola que fabricou o trem). Além disso, técnicos e a equipe de supervisão/manutenção da própria CAF orientam diretamente os pilotos, as pessoas que treinam e acompanham os trabalhos.
- Dinâmica prática: os novos profissionais primeiro assistem, depois acompanham e, em seguida, entram em atividade prática junto com aqueles que já estão habituados e que receberam a primeira onda de treinamento.




