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Entre flores e agradecimentos, devotos renovam a fé em Iemanjá no 2 de fevereiro

Fiéis e admiradores se reuniram desde as primeiras horas do dia no bairro do Rio Vermelho

Luiza Nascimento e Victoria Isabel
Por Luiza Nascimento e Victoria Isabel
Jussara e Ritana
Jussara e Ritana -

Salvador amanheceu vestida de branco, flores e devoção para celebrar Iemanjá, a Rainha do Mar, nesta segunda-feira, 2. No bairro do Rio Vermelho, milhares de fiéis e admiradores se reuniram desde as primeiras horas do dia para saudar a orixá, em uma das manifestações religiosas e culturais mais tradicionais da capital baiana.

Entre os presentes estava Jussara, que participa da festa desde a infância. A devoção, segundo ela, é herança familiar. “Eu venho todo ano com minha mãe. Essa fé veio dela”, contou. Para Jussara, o ritual é um momento de pedidos e agradecimentos que se renovam a cada edição. “A gente pede e agradece saúde, paz, tudo de bom. Sempre tem que pedir e agradecer”, disse, enquanto se preparava para entregar suas oferendas ao mar.

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A fé transmitida de geração em geração também marca a história de Rinata, que participa da celebração há cerca de dois anos. Filha e neta de devotos, ela explica que a ligação com Iemanjá atravessa sua família. “Minha avó é filha de Iemanjá, e isso passou para minha tia, meus pais e para mim”, afirmou. Para ela, o principal motivo da presença no Rio Vermelho é a gratidão. “Eu agradeci pela minha saúde. É o principal foco de estar aqui”, destacou.

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Moradora do bairro há três décadas, Viviane acompanha a festa há cerca de 30 anos e define o 2 de fevereiro como um dia essencialmente de gratidão. “Na maioria das vezes, eu só venho agradecer. Agradecer pela saúde, pela vida, por estar viva”, relatou. A relação com a orixá, segundo ela, surgiu da identificação e da beleza do ritual. “Eu tenho simpatia pela imagem de Iemanjá, pela festa bonita, cheirosa. Virou uma tradição”, contou, ao lado da amiga que a acompanha todos os anos.

Viviane e Gil
Viviane e Gil | Foto: Luiza Nascimento/Ag. A TARDE

Sua amiga Gil, conta que também frequenta a celebração há três décadas. Juntas, elas repetem o mesmo ritual: chegar cedo e lançar flores ao mar como forma de agradecimento. “Eu considero a festa de Iemanjá a mais bonita de Salvador”, afirmou Gil. Além da gratidão pela vida, ela explica que o momento tem um significado mais profundo. “Eu agradeço à minha vida e ao feminino. É um resgate que nós, mulheres, precisamos fazer todos os dias”, refletiu.

A devoção de longa data também é vivida por Celia, de 63 anos, que frequenta a festa desde a adolescência. “Já perdi a conta de quantos anos venho”, contou. Natural de Mata de São João e moradora de Salvador há muitos anos, ela diz que o principal pedido feito à orixá se repete a cada edição. “Todo ano, a primeira coisa é saúde. Sem saúde a gente não se movimenta para canto nenhum. Depois, é o que ela mandar de bom grado”, afirmou.

Célia e família
Célia e família | Foto: Luiza Nascimento/Ag. A TARDE

Berenice veio de Vitória da Conquista para saudar Iemanjá. Ela participa da celebração há cerca de oito anos e retornou ao Rio Vermelho após dois anos sem comparecer. “Esse ano eu fiz questão de estar aqui”, disse. Filha da Rainha do Mar, como se define, Berenice explica que a data tem um significado especial. “Saudar minha mãe nesse dia é o mínimo para quem é filho de Iemanjá”, afirmou.

Entre os pedidos e agradecimentos, ela cita saúde, caminhos abertos e prosperidade. “São bênçãos que recebo desde que me entendo como filha dela”, completou.

Berenice
Berenice | Foto: Luiza Nascimento/Ag. A TARDE
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2 de fevereiro festa de Iemanjá Iemanjá rio vermelho tradições culturais

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