SALVADOR
Governo da Bahia presta assistência a moradores atingidos por desastre ambiental em Salvador
Distribuição de cestas básicas atende famílias que tiveram a pesca e a mariscagem suspensas


A distribuição de cestas básicas para moradores atingidos pelo desastre tecnológico ambiental em São Tomé de Paripe, no subúrbio de Salvador, começou na terça-feira, 4. A ação é realizada pelo Governo da Bahia, por meio da Superintendência de Proteção e Defesa Civil (Sudec) e do programa Bahia Sem Fome, com apoio do Corpo de Bombeiros Militar da Bahia (CBMB).
A iniciativa faz parte das medidas adotadas pelo Estado para atender as famílias impactadas pela contaminação identificada na região em fevereiro deste ano. Desde então, o governo tem desenvolvido ações para minimizar os efeitos sociais do desastre e prestar assistência à população afetada.
Os moradores beneficiados são aqueles que tiveram a pesca e a mariscagem interrompidas devido à contaminação da área, atividade que representa a principal fonte de renda de diversas famílias da comunidade. A entrega dos alimentos busca reduzir os prejuízos enfrentados pelos trabalhadores enquanto permanecem as restrições na região.
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Conforme estabelece a Política Nacional de Proteção e Defesa Civil, compete ao Sistema Municipal de Proteção e Defesa Civil a coordenação da resposta ao desastre, cabendo ao Estado prestar apoio técnico, operacional e institucional às ações necessárias. Nesse contexto, a entrega dos alimentos integra o plano de atuação desenvolvido pelo Estado da Bahia para apoiar as comunidades afetadas e reduzir os impactos sociais da ocorrência.
A distribuição das cestas básicas começou nesta terça-feira, 4 e será realizada em quatro etapas, com ações previstas até sexta-feira, 7. Ao todo, mais de 2 mil famílias do entorno de São Tomé de Paripe serão contempladas, como medida emergencial diante dos impactos provocados pela suspensão das atividades pesqueiras e de comercialização na região.
A ação é realizada por meio do Bahia Sem Fome, política pública estadual voltada à segurança alimentar e nutricional, em articulação com a Sudec e outros órgãos envolvidos na resposta à emergência ambiental. Entre as ações já realizadas pelo Estado estão as inspeções técnicas conduzidas pelo Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema), a instalação de placas de advertência na área afetada, a interdição temporária do Terminal Itapuã, a aplicação de multa de R$ 50 milhões à Gerdau Aços Longos S.A. e de R$ 20 milhões à Intermarítima, responsável pelo Terminal Itapuã, além da participação na Sala de Situação coordenada pelo Ministério Público da Bahia, composta por órgãos das esferas federal, estadual e municipal e por representantes das comunidades afetadas.


