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Igor Kannário volta a criticar associação de sinais a facções

Em apresentação num programa de TV, o cantor comentou sobre a falta de segurança na cidade

Redação
Por Redação
Cantor e ex-deputado federal Igor Kannário
Cantor e ex-deputado federal Igor Kannário - Foto: Inacio Teixeira / SECOM

O cantor e ex-deputado federal Igor Kannário, durante sua participação em um programa da TVE, nesta quinta-feira, 6, criticou a recente onda de violência em Salvador causada por gestos e símbolos associados a facções criminosas.

O “tudo dois” ou “tudo três”, números ligados a organizações criminosas opostas, já foram motivo de assassinatos na capital baiana. Kannário comentou sobre a tranquilidade de seu tempo, quando não havia tal distinção. “Não tinha esse negócio de um, dois, três, quatro… Eu sou do tempo de ‘um por todos e todos por um’, em que dois nunca foi divisão e três sempre foi a trindade. Então, eu preciso fazer essa ressalva, porque a gente precisa entrar nesse assunto que está incomodando a mim e a todos os trabalhadores de bem.”

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Outro ponto levantado pelo cantor foi a situação das pessoas inocentes que sofrem retaliações dos membros dessas facções e, em alguns casos, chegam a ser assassinadas apenas por estarem em determinada localidade, sendo residentes de outra. “Eu conheço muita gente. Já andei em todas as quebradas. No meu tempo, não havia perigo nenhum em andar na Valéria, no Bairro da Paz, na Suburbana”, contou o ex-deputado.

Ao reproduzirem gestos e até falas comuns no dialeto soteropolitano, que agora são adotadas por organizações criminosas e tidas como sinais de pertencimento a esses grupos, pessoas comuns, sem envolvimento com o crime organizado, acabam se expondo ao radar dos traficantes, o que tem gerado uma onda crescente de violência na cidade.

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Facções criminosas Igor Kannário segurança pública símbolos facções tudo dois tudo três violência em salvador

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