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Desastre ambiental em São Tomé de Paripe faz Salvador entrar em situação de emergência

Derramamento de produtos químicos em ambientes marinhos gerou multa de R$ 50 milhões para Gerdau

Edvaldo Sales
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| Atualizada em
Desastre ambiental foi provocado pelo derramamento de produtos químicos em ambientes marinhos
Desastre ambiental foi provocado pelo derramamento de produtos químicos em ambientes marinhos - Foto: Reprodução | Redes Sociais

Devido à contaminação por substâncias químicas na região turística de São Tomé de Paripe, no Subúrbio Ferroviário, a Defesa Civil nacional reconheceu a situação de emergência em Salvador.

A prefeitura declarou estado crítico por meio do Decreto nº 41.834, publicado em 8 de junho. A medida tem validade inicial de 90 dias.

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Com o reconhecimento federal da situação de emergência, o município terá acesso a recursos da União destinados a ações de assistência humanitária, recuperação das áreas afetadas e mitigação dos danos causados pela contaminação.

O documento aponta que o desastre ambiental foi provocado pelo derramamento de produtos químicos de origem industrial em ambientes marinhos, fluviais, lacustres e aquíferos da região, configurando um desastre ambiental de grandes proporções.

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Multa milionária

Uma multa de R$ 50 milhões foi aplicada pelo Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) à Gerdau Aços Longos após concluir que a empresa contribuiu para a contaminação ambiental registrada na Praia de São Tomé de Paripe.

O valor corresponde ao teto máximo previsto na legislação ambiental estadual para esse tipo de infração.

A penalidade foi definida, segundo o órgão, após análise técnica e fiscalizações realizadas ao longo de 2026, com base em inspeções, coletas de amostras e relatórios laboratoriais que identificaram poluição em diferentes componentes do ecossistema marinho.

Ainda de acordo com o Inema, foram identificadas concentrações elevadas de compostos químicos e metais pesados, com destaque para o cobre, além de substâncias da série nitrogenada, como nitrato, nitrito e nitrogênio amoniacal.

As amostragens foram realizadas em diferentes pontos da região afetada, incluindo água superficial do mar, água intersticial (abaixo da areia), sedimentos e biota marinha, como siris e moluscos bivalves.

Conforme os resultados, existem alterações ambientais significativas, com registros de contaminantes acima dos limites estabelecidos pela Resolução Conama nº 357/2005 em alguns pontos analisados.

Manchas azuladas

O aparecimento de manchas azuladas e amareladas na faixa de areia e no mar de São Tomé de Paripe marcou o início do caso. Desde então, trechos da praia foram interditados e classificados como impróprios para banho e atividades de contato primário.

A área permanece sob restrição devido à presença de resíduos e substâncias com potencial risco à saúde humana e ao meio ambiente, recomendando que a população evite o contato com a água, areia e sedimentos da região, destacou o Inema.

A situação já é alvo de investigação por outros órgãos de controle. O Ministério Público Federal (MPF), por exemplo, abriu um inquérito civil para apurar possíveis casos de poluição no litoral de Salvador.

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Tags

defesa civil Salvador São Tomé de Paripe Subúrbio Ferroviário

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