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PENA MÁXIMA

Gerdau recebe multa de R$ 50 milhões por contaminação em praia de Salvador

Investigações apontam que poluição foi causado por cobre, operado até o início de 2022 pela empresa

Redação
Por Redação
| Atualizada em
Em fevereiro, a praia começou a apresentar manchas amarelas e azuis na faixa de areia
Em fevereiro, a praia começou a apresentar manchas amarelas e azuis na faixa de areia - Foto: Denisse Salazar / AG. A TARDE

A Gerdau Aços Longos recebeu uma multa de R$ 50 milhões por causa da contaminação na praia de São Tomé de Paripe. É o valor máximo correspondente às multas determinadas pelo Instituto do Meio Ambiente da Bahia (INEMA).

O auto da infração foi aplicado no dia 3 de junho de 2026 e aponta que a empresa contribuiu “para contaminação com compostos químicos nas águas intersticiais, águas subterrâneas, sedimentos, águas do mar e biota na praia de São Tomé de Paripe, no Município de Salvador”

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Em fevereiro, a praia começou a apresentar manchas amarelas e azuis na faixa de areia, que mais tarde foi constatada contaminação por cloreto de potássio (KCl).

Desde então, a região está fechada na parte da praia para banhistas e vem causando graves prejuízos para pescadores, barraqueiros, marisqueiras e para a população do subúrbio.

Neste mês, a prefeitura de Salvador decretou situação de emergência ambiental na região litorânea.

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O que aponta a investigação

Inicialmente as críticas da população se direcionaram à empresa Terminal Itapuã, que opera no local com o transporte de fertilizantes.

Mas os estudos e laudos realizados apontam que a contaminação poderia ter outro causadores, já que as manchas coloridas remetiam ao cobre que era operado até o início de 2022 pela Gerdau, que ainda é a proprietária do terminal.

Os laudos realizados em peixes e crustáceos que morreram no local mostraram a contaminação por cobre, comprovando a tese de contaminação pretérita, já que o Terminal Itapuã teve suspenso o desembarque de fertilizantes desde março deste ano.

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