SEM ACORDO
Sindicato dos Rodoviários desmente acordo com empresários em Salvador
A categoria fará uma nova rodada de negociações na próxima terça-feira, 19


Com os temores de uma possível greve de ônibus em Salvador, o presidente do Sindicato dos Rodoviários, Fábio Primo, veio a público desmentir que teria chegado a um acordo com os empresários do transporte público da capital baiana. Em vídeo publicado nas redes sociais neste domingo, 17 , o sindicalista afirmou que qualquer informação sobre acordo antes da convocação da Assembleia Geral da categoria se trata de “fake news”.
Segundo Primo, o sindicato fará uma nova rodada de negociações na próxima terça-feira, 19, na Superintendência Regional do Trabalho. Vale lembrar que a categoria aprovou o estado de greve na última semana.
“Eu quero aqui falar sobre uma postagem de um site que está publicando, que houve um acordo entre os rodoviários empresários, eu quero dizer que isso é fake news, não existe nada de novo. A última reunião que tivemos foi na sexta-feira, na Superintendência Regional do Trabalho. Até ficou marcada outra reunião para terça-feira. Eu quero dizer aos trabalhadores que qualquer decisão que seja tomada será tomada em Assembleia”, disse o presidente do Sindicato dos Rodoviários.
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As exigências dos rodoviários
A campanha salarial da categoria envolve reajuste salarial e mudanças nas condições de trabalho. Entre os principais pontos apresentados pelo sindicato estão:
- reposição da inflação com 5% de ganho real;
- aumento no valor e na quantidade do ticket alimentação;
- redução da jornada diária para seis horas;
- revisão da chamada “carta horária”;
- melhores condições de trabalho;
- gratuidade no transporte;
- estabilidade pré-aposentadoria;
- implantação de turnos fixos e troca de linha;
- gratificação em grandes eventos;
- prêmio de assiduidade;
- complemento do plano de saúde;
- implantação de Participação nos Lucros e Resultados (PLR);
- implantação de day off.
Segundo o sindicato, a categoria não aceitará propostas que representem retirada de direitos ou retrocessos trabalhistas.


