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TRADIÇÃO

Bandeirolas e fogueiras: qual a origem desses símbolos históricos?

Elementos que fazem parte da cultura junina reúnem costumes milenares

Alice Paulilo
Por Alice Paulilo
Bandeirolas e fogueiras fazem parte da tradição milenar do mês de junho
Bandeirolas e fogueiras fazem parte da tradição milenar do mês de junho - Foto: Alceu Elias /Cedoc A TARDE

Indispensável na decoração dos festejos juninos e responsável por representar a chegada do São João, as bandeirolas e as fogueiras fazem parte de um conjunto de símbolos que alegra o coração de todo nordestino no mês de junho.

Mas você sabe qual a origem dessas tradições? O professor de história, Ricardo Carvalho, explica. As bandeirolas podem ser coloridas ou verde e amarelas, em época de Copa do Mundo, mas muito antes de virarem decoração, elas tinham um significado religioso.

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"Essa tradição tão bonita, arquitetura temporária que é a bandeirola, que cobre os céus do Nordeste, nasceu na Europa, na Península Ibérica, mais precisamente. Em uma tradição dos santos do mês junino, em que se colocavam estandartes e bandeirolas com as imagens dos santos, existia até uma cerimônia de bênção, que se lavava essas bandeirolas para que a água ficasse abençoada", diz o professor.

A cultura europeia veio se transformando ao longo dos séculos. As antigas bandeirinhas ganharam recortes geométricos e se aproximaram do povo nordestino, os primeiros a receberem essa influência.

"Quando ela vem para cá, via jesuítas, como tradição católica colonial, as bandeirolas com o tempo foram sendo substituídas por esses elementos coloridos que representam criatividade, pujança, fartura, acolhimento e tudo que tem a ver com o nosso São João do Nordeste", conta Ricardo.

As fogueiras tem uma origem pagã e são essenciais no São João
As fogueiras tem uma origem pagã e são essenciais no São João - Foto: Pexels

Agora, existe algo mais simbólico no São João do que uma rua cheia de fogueiras? Quem passa as festas juninas no interior conhece bem essa realidade. A porta de todas as casas com famílias e amigos reunidos, crianças brincando e uma variedade de comidas típicas, mas a origem é milenar.

"Ela chega como uma celebração que curiosamente não é cristã, é pagã, com a celebração do solstício de verão. Mas também tem a ver com a cristianização, a tradição católica diz que, Isabel, a Santa Isabel teria acendido uma fogueira para anunciar a chegada de João Batista, primo de Jesus, que nasceu seis meses antes do que o mestre", afirma o professor Ricardo.

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"Essa tradição vem com os europeus para cá, é uma mistura pagã com uma tradição cristã, ibérica, e que aqui se transforma nessa celebração maravilhosa. É um local não só do simbolismo do fogo, da renovação, mas também um local onde a gente vai assar o milho, onde vai praticar as simpatias", completa.

Assim, a fogueira e a bandeirola são elementos essenciais desse período e muito importantes para a manutenção de costumes que atravessam gerações.

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Bandeirolas e Fogueiras história São João

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