MERCADO FAMACÊUTICO
AstraZeneca prepara fusão de US$ 400 bi com farmacêutica dos EUA
Negócio pode criar a quarta maior farmacêutica do mundo


A farmacêutica britânica AstraZeneca e a americana Bristol Myers Squibb mantêm negociações avançadas para uma fusão avaliada em quase US$ 400 bilhões (R$ 2 trilhões).
A transação pode consolidar o quarto maior grupo do setor no mundo por capitalização de mercado, com impacto direto na concorrência do segmento de oncologia.
Caso seja concluído, o negócio figurará entre as maiores operações da história da indústria farmacêutica. A estrutura final deve envolver pagamento em dinheiro e troca de ações, embora executivos de ambas as companhias evitem confirmações públicas até o momento.
Expansão global e forte presença no mercado americano
Liderada por Sir Pascal Soriot, a AstraZeneca busca fortalecer a participação nos Estados Unidos para alcançar a meta de US$ 80 bilhões em receita até 2030.
No ano passado, o faturamento atingiu US$ 58,7 bilhões, impulsionado pelas operações em solo norte-americano, que já representam quase metade dos ganhos da empresa.
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Por outro lado, a Bristol Myers Squibb busca alternativas para compensar perdas futuras de receita decorrentes do fim de patentes de medicamentos estratégicos.
A integração das divisões oncológicas de ambas as empresas reforçará o portfólio de tratamentos contra o câncer, área central de investimento das duas marcas.
Regulação internacional e escrutínio político
A transação enfrentará análise detalhada de órgãos antitruste nos Estados Unidos e na Europa devido à concentração no segmento de oncologia.
No Reino Unido, o anúncio gera debates sobre a permanência da sede da farmacêutica em solo britânico, especialmente após o recente fortalecimento da listagem das ações da companhia na Bolsa de Nova York.


