SAÚDE
Câncer de pulmão: remédio pode evitar avanço da doença por até sete anos
Comprimido de via oral é aprovado pela Anvisa


Um medicamento oral utilizado no tratamento do câncer de pulmão pode manter a doença sem progressão por até sete anos em parte dos pacientes. A conclusão é de um estudo publicado na revista científica Annals of Oncology, da Sociedade Europeia de Oncologia Médica, que avaliou o uso do Lorbrena.
O ensaio clínico internacional CROWN acompanhou 296 pessoas, com idade média de 59 anos. Do total de participantes, 59% eram mulheres e 41% homens. Além disso, 95% tinham adenocarcinoma e não haviam recebido tratamento prévio.
De acordo com os resultados, 55% dos pacientes que sobreviveram permaneceram sem progressão da doença durante os sete anos de acompanhamento. Entre aqueles que completaram dois anos sem avanço do câncer, a probabilidade de continuar nessa condição até o sétimo ano foi de 79%.
Outro resultado apontado pela pesquisa foi a ausência de novos eventos cerebrais após os primeiros 30 meses de tratamento.
Para quem o medicamento é indicado?
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o Lorbrena em 2021 para o tratamento de pacientes com câncer de pulmão de células não pequenas (CPNPC) avançado e positivo para a quinase do linfoma anaplásico (ALK+).
No estudo, os participantes utilizaram um comprimido de 100 miligramas por dia. O medicamento é administrado por via oral e deve ser tomado diariamente.
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A bula prevê ajustes de dose para pacientes com problemas graves no fígado ou nos rins e contraindica o uso em associação com determinados medicamentos.
No Brasil, o Lorbrena é comercializado por cerca de R$ 40 mil a caixa com 30 comprimidos.


