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RISCOS À SAÚDE

Caso Gabriel Almeida: saiba os riscos de usar Mounjaro

O médico está sendo alvo de uma operação da Polícia Federal

Franciely Gomes

Por Franciely Gomes

28/11/2025 - 19:51 h
A venda do medicamento está sendo controlada
A venda do medicamento está sendo controlada -

A operação da Polícia Federal (PF) envolvendo o médico Gabriel Almeida, que está sendo suspeito de integrar uma quadrilha responsável pela fabricação clandestina do Mounjaro, trouxe um debate importante sobre o uso indevido do medicamento. Utilizado comumente para o tratamento de adultos com diabetes mellitus tipo 2, o remédio tem sido vendido como um emagrecedor.

Encontrando facilmente em farmácias com o nome de tizerpatida, o medicamento traz alguns riscos à saúde se usado de forma desenfreada. Dentre os efeitos colaterais mais comuns estão náusea, diarreia, vômito e constipação.

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Em entrevista concedida à CNN, o endocrinologista Carlos André Minanni afirmou que ainda não há estudos que esclareçam os efeitos do uso do Mounjaro a longo prazo. “Ainda não temos dados suficientes sobre o que acontece com o corpo após muitos anos de uso contínuo. Queremos entender melhor se os benefícios continuam se mantendo e se há riscos que só aparecem com o tempo”, disse.

O médico ainda reforçou que a perda de peso excessiva pode desencadear outras doenças, caso o medicamento seja utilizado por pessoas que não praticam atividades físicas. “Pacientes que perdem muito peso podem perder massa magra e até desenvolver osteoporose. Em idosos e pessoas frágeis, é essencial combinar o uso com musculação”, disparou.

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“As pessoas confundem o tratamento da obesidade com perder dois quilos. Isso estigmatiza o tratamento e atrapalha quem realmente precisa. Vira um problema mais social do que médico”, completou.

Medicamentos clandestinos trazem ainda mais riscos

Alvo do comércio ilícito no Brasil, o Mounjaro pode causar ainda mais riscos ao paciente caso seja comprovadamente falso ou não possua registro sanitário. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou que a venda destes produtos só pode ser autorizada mediante retenção da receita em farmácias previamente cadastradas.

“Uma forma segura de verificar a autenticidade é consultar o número do lote no site da Anvisa ou da própria fabricante. Produtos oferecidos em redes sociais ou marketplaces não regulamentados devem ser considerados suspeitos”, orientou o endocrinologista André Camara de Oliveira, em entrevista ao ‘Metrópoles’.

O profissional ressaltou que os principais efeitos destas medicações não autorizadas são reações alérgicas severas, hipoglicemia, sepse e até falência de órgãos, o que pode causar a morte.

“O paciente pode estar injetando desde uma substância sem princípio ativo até compostos tóxicos, bactérias, solventes industriais ou doses erradas. Aplicar soluções não estéreis pode causar abscessos e infecções graves. Além disso, a ausência da ação esperada pode descompensar o metabolismo de quem tem diabetes ou obesidade”, explicou.

“Se houver sintomas como suor frio, tremores, confusão mental, fraqueza ou desmaios, é preciso buscar ajuda urgente, pois podem indicar hipoglicemia causada por insulina ou contaminantes presentes em versões falsas” , concluiu.

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Tags:

Gabriel Almeida Mounjaro remédio para emagrecer

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