ALERTA
Chocolates de Páscoa podem custar a vida do seu pet; entenda
O período de Páscoa acende um alerta máximo para os donos de pets

Conhecido por ser um dia de confraternização e troca de chocolates, o domingo de Páscoa traz um alerta importante para os donos de pets. Doce popular entre os humanos, o chocolate pode ser letal para os animais de estimação.
Fonte de energia, a teobromina presente na iguaria é altamente prejudicial à saúde dos cães e felinos, mesmo que em pequenas quantidades, como apenas um tablete.
De acordo com dados divulgados pelo Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV), mais de 30% das emergências veterinárias registradas no Brasil estão relacionadas à ingestão acidental de alimentos tóxicos para animais de estimação, como cães e gatos.
Em entrevista a reportagem do portal A TARDE, a médica veterinária Rita Araújo reforçou que o doce não deve ser oferecido de maneira alguma para o animal, pois pode desencadear problemas graves de saúde.
“O chocolate contém substâncias estimulantes que o organismo dos animais não consegue metabolizar com eficiência, levando a quadros de intoxicação e até óbito”, disse ela.
Chocolate amargo é mais nocivo

Apesar de ser mais saudável para os humanos, o chocolate amargo é o mais nocivo para os animais, pois contém uma concentração maior de teobromina, que estimula o sistema nervoso.
“O que causa toxicidade é a presença de teobromina e cafeína, que não são bem metabolizadas pelo organismo deles. Diferente de nós, humanos, que metabolizamos bem essas substâncias”, explicou.
A médica ainda reforçou que a única fonte de açúcar liberada para os bichinhos são as frutas. “Doces não devem ser oferecidos aos pets. Algumas frutas são permitidas e nelas já tem a frutose”, afirmou.
Leia Também:
Sintomas e tratamento
Após a ingestão do chocolate, os animais apresentam alguns sintomas característicos da intoxicação. Eles podem surgir de forma instantânea ou com um prazo de 6 a 12 horas.
São eles:
- Vômitos e diarreia
- Aumento da sede
- Necessidade constante de urinar (poliúria/polidipsia)
- Hiperatividade e inquietação
- Tremores musculares e andar descoordenado (ataxia)
- Convulsões e arritmias cardíacas
O tratamento pode ser realizado com o acompanhamento de um médico veterinário. Na clínica, o animal passará por um processo de descontaminação, juntamente com fluidoterapia e monitoramento cardíaco, a fim de retirar a substância do intestino do pet.
Siga o A TARDE no Google Notícias e receba os principais destaques do dia.
Participe também do nosso canal no WhatsApp.
Compartilhe essa notícia com seus amigos
Siga nossas redes




