Busca interna do iBahia
HOME > SAÚDE

TECNOLOGIA

Especialistas discutem democratização da cirurgia robótica

Evento debater expansão da tecnologia para sistema público e suplementar

Rodrigo Tardio
Por
Médicos baianos foram destaque no debate
Médicos baianos foram destaque no debate - Foto: Divulgação

O futuro da medicina brasileira e a ampliação do acesso a tecnologias de ponta foram os temas centrais do Health Innovation Forum 2026 (HIF 2026), realizado nestas quarta, 28, e quinta, 29, de janeiro, em Goiânia.

O encontro focou na democratização da cirurgia robótica, técnica que vem deixando de ser restrita aos grandes centros para integrar, de forma crescente, a rede pública e a saúde suplementar.

Tudo sobre Saúde em primeira mão! Compartilhar no Whatsapp Entre no canal do WhatsApp.

Leia Também:

FIDELIDADE

Otto Alencar reafirma aliança com Jerônimo Rodrigues nas eleições
Otto Alencar reafirma aliança com Jerônimo Rodrigues nas eleições imagem

ANÁLISE

A tentativa da terceira via nacional e o Brasil polarizado
A tentativa da terceira via nacional e o Brasil polarizado imagem

Representação baiana

Entre os especialistas convidados, destacaram-se os urologistas Nilo Jorge Leão Barretto, coordenador do Hospital Mater Dei Salvador e do Instituto Brasileiro de Cirurgia Robótica (IBCR), além de Felipe Pinho, diretor de ensino e pesquisa do IBCR. Únicos palestrantes da Bahia no fórum, os médicos inseriram o estado no debate nacional sobre a descentralização do conhecimento.

"A presença de especialistas de diferentes regiões reflete um movimento de descentralização da tecnologia cirúrgica no país", afirmou Felipe Pinho durante a intervenção.

Tecnologia, treinamento e acesso

A mesa de debate analisou a robótica sob três pilares estratégicos: tecnologia, treinamento e acesso. De acordo com o Dr. Nilo Jorge Leão, a incorporação de equipamentos não é suficiente sem uma política de capacitação.

"A consolidação da técnica demanda organização dos serviços de saúde, com impacto direto na segurança assistencial e nos desfechos clínicos", explicou.

O fator humano

Um dos pontos altos do fórum foi a apresentação do Instituto de Anatomia, Robótica e Treinamento (IART). O centro utiliza cadáveres frescos para treinamento, modelo que aproxima a simulação da realidade cirúrgica.

De acordo com Leão, que também é diretor médico do IART, o principal desafio para a democratização não é a máquina, mas a formação profissional.

"O IART nasceu para treinar com rigor e responsabilidade. O grande gargalo da expansão da robótica é a formação técnica".

Impacto

Os debates reforçaram que a cirurgia robótica faz parte de uma mudança estrutural na assistência, com reflexos diretos na eficiência dos sistemas de saúde, gestão de custos operacionais e redução do tempo de recuperação dos pacientes.

Siga o A TARDE no Google Notícias e receba os principais destaques do dia. Google Noticias Siga o A TARDE no Google Noticias

Compartilhe essa notícia com seus amigos

Compartilhar no Whatsapp Compartilhar no Facebook Compartilhar no Email

Tags

capacitação profissional cirurgia robotica Inovação em Saúde Medicina Brasileira saúde pública Tecnologia Médica

Relacionadas

Mais lidas