ALERTA
Formigamento nas mãos e pés: o que pode ser e quando se preocupar
Especialistas alertam que sintoma pode estar relacionado a condições de saúde
Sentir uma sensação de formigamento nas mãos ou nos pés de forma esporádica é algo relativamente comum e, na maioria das vezes, está associado à compressão temporária de nervos ou à permanência prolongada em uma mesma posição.
No entanto, quando o sintoma se torna recorrente, especialistas alertam que ele pode estar relacionado a condições de saúde que exigem investigação médica.
Conhecido tecnicamente como parestesia, o formigamento ocorre quando há alterações na transmissão dos sinais entre os nervos periféricos e o cérebro. Embora possa ser passageiro e sem gravidade, a persistência do quadro pode indicar desde deficiências nutricionais até doenças metabólicas e neurológicas.
Danos nos nervos estão entre as principais causas
Entre os diagnósticos mais frequentemente associados ao sintoma está a polineuropatia periférica, condição caracterizada pelo comprometimento dos nervos localizados nas extremidades do corpo.
O problema pode surgir em decorrência das seguintes condições:
- Diabetes
- Deficiência de vitaminas do complexo B
- Consumo excessivo de álcool
- Infecções
- Doenças autoimunes
Os primeiros sinais costumam aparecer de forma, afetando inicialmente os dedos das mãos e dos pés. Além do formigamento, os pacientes podem apresentar dormência, sensação de queimação, pontadas e perda progressiva da sensibilidade.
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Alterações na glicose aumentam o risco de neuropatia
A relação entre níveis elevados de glicose no sangue e danos nervosos é amplamente reconhecida pela comunidade científica. Uma revisão publicada na revista científica Diabetes Care, intitulada Diabetic Neuropathy: A Position Statement by the American Diabetes Association, reuniu evidências sobre os impactos da hiperglicemia nos nervos periféricos.
O estudo aponta que manter o controle adequado da glicemia reduz significativamente o risco de neuropatia em pessoas com diabetes tipo 1 e contribui para retardar a progressão da doença em pacientes com diabetes tipo 2.
Os resultados reforçam a importância do diagnóstico precoce e do acompanhamento regular para prevenir complicações neurológicas.
Sinais de alerta exigem atenção
Embora nem todo episódio de formigamento represente um problema grave, especialistas recomendam procurar avaliação médica quando o sintoma se torna frequente, persistente ou surge acompanhado de outros sinais, como:
- Fraqueza muscular
- Dificuldade para caminhar
- Perda de força
- Alterações de equilíbrio
- Redução da sensibilidade
O reconhecimento precoce desses sintomas pode ser decisivo para evitar a progressão de doenças neurológicas e metabólicas.
Como é feito o diagnóstico
A investigação da causa do formigamento começa com uma avaliação clínica detalhada, que inclui histórico médico, análise dos sintomas e hábitos de vida do paciente. Dependendo da suspeita diagnóstica, o médico pode solicitar exames específicos para identificar a origem do problema.
Entre os exames mais utilizados estão:
- Glicemia em jejum e hemoglobina glicada, para verificar o controle dos níveis de açúcar no sangue;
- Dosagem de vitamina B12 e ácido fólico, para detectar possíveis deficiências nutricionais;
- Eletroneuromiografia, exame que avalia a condução dos impulsos nervosos;
- Hemograma completo e testes de função tireoidiana, utilizados para descartar outras condições associadas;
- Ressonância magnética, indicada em casos de suspeita de compressão ou lesões nervosas.
Especialistas ressaltam que o tratamento depende diretamente da causa identificada. Por isso, diante de sintomas persistentes, a orientação é buscar avaliação médica para obter um diagnóstico preciso e iniciar o acompanhamento adequado.