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Cachorro é infectado por praga mortal que preocupa autoridades nos EUA

Praga se alimenta de tecido vivo e pode atingir até humanos

Luan Julião
Por
Parasita que devora tecido vivo preocupa autoridades
Parasita que devora tecido vivo preocupa autoridades - Foto: Wirestock/Freepik/Divulgação

A confirmação de mais dois casos da chamada mosca-da-bicheira no Texas acendeu um novo alerta para as autoridades sanitárias dos Estados Unidos. O avanço da praga, que representa uma ameaça direta à pecuária do país, foi informado nesta segunda-feira, 8, pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

Os novos registros foram identificados em um bezerro e em um cão, localizados em regiões distantes entre si, nos condados de La Salle e Andrews. Com isso, sobe para quatro o total de ocorrências confirmadas no estado.

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A infestação já havia sido detectada anteriormente em dois bezerros jovens. O primeiro caso envolveu um animal de apenas três semanas de vida, encontrado no início de junho. Pouco depois, outro bezerro foi diagnosticado em uma área próxima.

Apesar do nome popular, a mosca-da-bicheira se refere à fase larval do inseto. Diferentemente de outras espécies, essas larvas se alimentam de tecido vivo e se desenvolvem a partir de ovos depositados por fêmeas em feridas abertas de animais de sangue quente. Além dos bovinos, animais silvestres, cães, gatos e até seres humanos podem ser afetados em situações ocasionais.

Praga volta a preocupar autoridades

Em nota, o subsecretário de marketing e regulamentação do USDA, Dudley Hoskins, afirmou que as equipes seguem mobilizadas tanto no atendimento aos casos já identificados quanto na análise de novas suspeitas. Segundo ele, o objetivo continua sendo eliminar completamente a presença da praga.

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A mosca-da-bicheira já foi um problema recorrente para os pecuaristas norte-americanos durante os períodos mais quentes do ano. O inseto foi erradicado dos Estados Unidos na década de 1960, mas voltou a preocupar autoridades e produtores após ser detectado no México no fim de 2024. Antes disso, a espécie permanecia controlada por décadas na região mais ao sul do Panamá.

Estratégia aposta em moscas estéreis para conter avanço

Para conter a disseminação, o governo norte-americano utiliza uma estratégia baseada na liberação de machos estéreis. Como as fêmeas costumam acasalar apenas uma vez durante toda a vida, a reprodução é interrompida quando ocorre o cruzamento com esses insetos incapazes de gerar descendentes.

Paralelamente às ações de controle, o USDA anunciou a ampliação da produção de moscas estéreis em instalações localizadas fora do território norte-americano. Também está prevista a construção de uma unidade de produção no Texas para reforçar o combate à praga.

Ainda nesta segunda-feira, a secretária de Agricultura dos Estados Unidos, Brooke Rollins, deve receber um relatório atualizado sobre a situação durante visita ao U.S. Livestock Insects Research Laboratory, em Kerville, no Texas.

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