SEXO ATIVO
Vida sexual 40+: como recuperar a confiança com escapes de urina
Mulheres deixam de fazer sexo devido à incontinência urinária


Manter a vida sexual ativa após os 40 anos é um desafio diário para as mulheres. Alterações hormonais, estresse do dia a dia e problemas de saúde são fatores que podem afetar diretamente a relação feminina com o corpo e o sexo.
Vivendo uma queda gradual dos níveis de estrogênio e progesterona, devido à perimenopausa, fase de transição para a menopausa, as brasileiras acima dos quarenta anos de idade também enfrentam uma outra preocupação: a predisposição à incontinência urinária (IU) e escape de urina.
Dados compartilhados na pesquisa inédita “Escape do Tabu: retratos da Incontinência Urinária no Brasil”, realizada pela Ipsos a pedido da Apsen, mostram que cerca de 56% das mulheres brasileiras 40+ são afetadas pela perda involuntária de urina.
O impacto também aparece na esfera emocional. Entre as entrevistadas com incontinência urinária mista, 29% relatam aumento de ansiedade, estresse, vergonha ou tristeza em decorrência da condição de saúde.
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Insegurança = sexo ruim
Inseguras de falar sobre a incontinência urinária e procurar tratamento médico adequado para a condição, a maioria destas mulheres acaba mudando a forma de conduzir o próprio corpo e seus relacionamentos.
Para a Dra. Carmita Abdo, psiquiatra e especialista em Sexologia Médica, é preciso estar com a cabeça livre de medos para ter uma vida sexual ativa. “Uma mulher que tem incontinência urinária, com certeza não está à vontade durante o ato sexual. O medo da perda de urina na ‘hora H’ causa constrangimento e medo do parceiro, ou parceira, não entender o que está acontecendo”, disse ela ao portal A TARDE.

“Mesmo que ela explique que o escape é ocasionado por um problema de saúde, a situação fica constrangedora e o ato acaba não tendo um desfecho favorável, sendo interrompido muitas vezes”, completou.
A médica ainda reforça que o problema não é resolvido com a aceitação da parceria sexual desta mulher. “Quando a parceria aceita a condição não significa que o problema está resolvido. Significa que estamos acomodados dentro de uma situação que merece cuidado”.
“Uma vez alertado sobre o início do tratamento, o parceiro também deve ser informado de que pouco a pouco o problema vai ser sanado, porque as providências necessárias já estão sendo tomadas”, ressaltou.
“A solução é estar consciente de que a incontinência urinária tem tratamento e quanto mais cedo esse tratamento for implementado, melhor são os resultados. Então, assim que a perda urinária começar a se manifestar, deve-se consultar um médico”, concluiu.
Escape do Tabu
A pesquisa “Escape do Tabu: retratos da Incontinência Urinária no Brasil” faz parte da iniciativa Escape do Tabu, movimento da Apsen voltado à conscientização sobre a incontinência urinária e ao incentivo ao diagnóstico, tratamento e cuidado com a saúde urinária.
Realizado pela Ipsos a pedido da Apsen entre os dias 30 de junho e 8 de julho de 2026, o estudo foi conduzido com 1.500 mulheres com 40 anos ou mais, das classes A, B e C, residentes em todas as regiões do Brasil, por meio de painel online com população conectada.
*Repórter viajou a São Paulo a convite do evento


