Busca interna do iBahia
HOME > TECNOLOGIA
Ouvir Compartilhar no Whatsapp Compartilhar no Facebook Compartilhar no X Compartilhar no Email

TECNOLOGIA

Internet pela luz? Tecnologia pode ser 100x mais rápida que o Wi-Fi

Nova tecnologia aposta na luz para levar internet em alta velocidade

Iarla Queiroz
Por

Siga o A TARDE no Google

Google icon
Li-Fi usa lâmpadas e LEDs
Li-Fi usa lâmpadas e LEDs - Foto: Divulgação/TP-Link

A internet pode, em breve, vir de onde quase ninguém imagina: da própria luz que ilumina ambientes. Essa é a proposta do Li-Fi, uma tecnologia que troca as ondas de rádio do Wi-Fi por sinais emitidos por lâmpadas, LEDs ou infravermelho.

A promessa é ousada: alcançar velocidades até 100 vezes maiores que as atuais, usando justamente a forma mais rápida de propagação conhecida — a luz.

Tudo sobre TECNOLOGIA em primeira mão!
Entre no canal do WhatsApp.

Como a luz vira internet

O funcionamento do Li-Fi parte de um princípio simples. Uma fonte luminosa, como um LED, recebe dados da rede e passa a variar sua intensidade em altíssima velocidade.

Essas mudanças, imperceptíveis ao olho humano, carregam informações digitais, como os tradicionais códigos binários. Do outro lado, um receptor óptico — geralmente um fotodiodo — capta essas variações e transforma tudo novamente em sinal elétrico.

Na prática, a lâmpada continua iluminando normalmente. Mas, para dispositivos compatíveis, ela passa a funcionar como um ponto de acesso à internet.

Entre os principais benefícios apontados estão a baixa interferência eletromagnética e maior segurança. Como a luz não atravessa paredes, o sinal tende a ficar restrito ao ambiente, reduzindo riscos de interceptação.

Leia Também:

Tecnologia já saiu do papel, mas ainda é limitada

Apesar de já ter superado a fase experimental, o Li-Fi ainda não alcançou a popularidade do Wi-Fi. A tecnologia já conta com aprovação no padrão IEEE 802.11bb, mas sua aplicação segue concentrada em nichos específicos.

O uso é mais comum em locais onde redes tradicionais enfrentam limitações, como hospitais — devido à interferência — ou ambientes de alta segurança, como bases militares e órgãos governamentais.

Empresas já começaram a investir no setor. A Signify, por exemplo, desenvolveu a linha Trulifi, voltada para cenários em que o Wi-Fi não atende bem, com foco em baixa latência e segurança.

Já a pureLiFi trabalha em módulos para integrar o Li-Fi a dispositivos do dia a dia. Um dos projetos apresentados é o Light Antenna ONE, pensado para permitir o uso da tecnologia em notebooks, smartphones e outros aparelhos — algo que ainda depende da adoção pela indústria.

Pesquisa brasileira avança com testes

No Brasil, estudos também avançam nesse campo. Em Minas Gerais, o Inatel, em Santa Rita do Sapucaí, desenvolve pesquisas com comunicação por luz visível, conhecida como VLC.

Os testes são realizados no Laboratório WOCA, voltado a tecnologias sem fio e ópticas. Segundo a instituição, já foi possível alcançar velocidades de até 20 Gbps para o usuário final, utilizando padrões ligados à quinta geração de redes.

Embora o foco seja o VLC, a tecnologia é diretamente relacionada ao Li-Fi. Os estudos já apontam, inclusive, para aplicações futuras em redes 6G.

Siga o A TARDE no Google Notícias e receba os principais destaques do dia.

Participe também do nosso canal no WhatsApp.

Compartilhe essa notícia com seus amigos

Compartilhar no Email Compartilhar no X Compartilhar no Facebook Compartilhar no Whatsapp

Tags:

mundo tecnologia wi-fi

Siga nossas redes

Siga nossas redes

Publicações Relacionadas

A tarde play
Li-Fi usa lâmpadas e LEDs
Play

Casas feitas por impressora 3D podem transformar o mercado de trabalho

Li-Fi usa lâmpadas e LEDs
Play

Megan, a "filha digital" da Bahia que revoluciona a segurança com IA

Li-Fi usa lâmpadas e LEDs
Play

Movie Gen: veja como funcionar nova plataforma de criar vídeos da Meta

Li-Fi usa lâmpadas e LEDs
Play

Representantes de startups discutem tecnologia na Bahia; veja o evento

x