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Venda de íris traz risco significativo, alerta especialista em segurança digital

O projeto veio do dono do ChatGPT com uma recompensa de aproximadamente R$ 500

Gustavo Zambianco
Por Gustavo Zambianco
Mais de um milhão de pessoas já baixou o aplicativo
Mais de um milhão de pessoas já baixou o aplicativo - Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

A "venda de íris", uma nova tendência no Brasil, teve início no começo deste ano. O motivo? Um projeto WorldID, que paga pessoas por uma foto de sua íris, liderado por Sam Altman, CEO da OpenAI.

O motivo dessa iniciativa foi diferenciar humanos de robôs, além de formas de inteligências artificiais, com cada humano tendo o seu World ID como uma espécie de "prova de humanidade".

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O projeto chegou ao Brasil com uma recompensa por "entregar" a íris no valor de aproximadamente R$ 500, porém, por após uma ação da Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD), a recompensa precisou ser retirada.

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Por mais que o projeto se diga seguro, Larissa Pimenta, especialista em segurança digital, alerta para o contrário. "Representa um risco significativo para a privacidade e proteção dos dados pessoais, já foi repudiada pela ANPD(Autoridade Nacional de Proteção de Dados) e segue sendo monitorada e investigada pela mesma. Diferente de senhas ou documentos que podem ser alterados em caso de vazamento, a biometria é única e permanente, o que torna qualquer exposição desses dados um problema irreversível", explica.

Outro ponto que a especialista ressaltou foi a falta de transparência do processo. "Há dúvidas também sobre o armazenamento desses dados biométricos, logo, tais fatores ampliam os riscos, já que muitas das plataformas operam sem uma regulamentação clara."

A especialista ainda apresentou algumas alternativas para quem chegou a disponibilizar a íris, mas está arrependida. "Caso alguém tenha cadastrado a íris em um dos sistemas, existem algumas medidas para barrar futuramente o uso desses dados coletados. A primeira providência é verificar se a empresa responsável permite a exclusão das informações e, caso positivo, solicitar a remoção com um comprovante formal, que pode ser usado para o caso da não exclusão."

Larissa Pimenta, especialista em segurança digital
Larissa Pimenta, especialista em segurança digital - Foto: Divulgação

Somado a isso, ela lembrou aos usuários que utilizem outras senhas para suas contas, não deixando somente a biometria. " Outro cuidado importante é atualizar senhas e evitar que a biometria seja a única forma de autenticação em bancos ou serviços online, reforçando a segurança com autenticação de dois fatores (2FA)."

Larissa ainda destaca cuidados de segurança no meio digital. "O mais seguro seria evitar esse tipo de transação e, para aqueles que já cederam seus dados, buscar formas de revogar o consentimento e monitorar possíveis usos indevidos. No atual cenário, onde a biometria está cada vez mais integrada a sistemas financeiros e de autenticação digital, expor esses dados por um benefício financeiro imediato pode trazer prejuízos de longo prazo que não podem ser revertidos."

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