JUSTIÇA
WhatsApp e Instagram serão vendidos? Entenda impasse
Empresa afirma que a Meta detém de monopólio das redes sociais, prejudicando a concorrência

Por Luiza Nascimento

A Meta pode ser obrigada a vender o WhatsApp e o Instagram, após a Comissão Federal de Comércio dos Estados Unidos (FTC) voltar a defender a retomada do processo antitruste, ação que investiga e pune empresas que praticam condutas anticompetitivas
Segundo a ação, ao comprar as redes sociais, a Meta reforçou um monopólio ilegal no mercado do ramo. A manifestação ocorre após uma decisão judicial de 2025 ter rejeitado os argumentos apresentados pela FTC.
No entanto, desde a derrota, a empresa tenta retomar a pauta e exige a reabertura de processo contra a Meta. Em comunicado, o porta-voz Joe Simonson afirmou que a big tech violou as leis antitruste ao adquirir o Instagram e o WhatsApp.
Segundo ele, os consumidores americanos estão sendo prejudicados pela concentração das redes sociais nas mãos de uma única empresa.
Depois da manifestação, o porta-voz Andy Stone da Meta, afirmou que a decisão anterior reconheceu a "forte concorrência" enfrentada pela empresa, que negaria um argumento de monopólio no setor.
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Compra dos aplicativos
A Meta comprou o Instagram em 2012 e o WhatsApp em 2014, no entanto, a FTC só tentou interferir nas aquisições em 2020, quando a agência entrou com uma ação afirmando que a empresa detinha um monopólio das redes sociais ao controlar as plataformas usadas para a comunicação.
O processo tinha como objetivo forçar uma reestruturação da empresa ou a venda dos aplicativos, sob o argumento de que a companhia teria gasto bilhões de dólares para eliminar concorrentes emergentes.
Decisão anterior
Em derrota judicial da FTC ocorrida em novembro de 2025, o juiz federal James Boasberg, de Washington, entendeu que não existia comprovação do monopólio.
Como justificativa, o magistrado citou outros concorrentes relevantes, como TikTok e YouTube, que passaram a ser tratados pelos usuários como substitutos funcionais do Facebook e do Instagram.
O juiz afirmou que a agência precisava comprovar uma violação em curso, e não apenas efeitos de práticas do passado.
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