MÚSICA BOA
Jeremias Gomes estreia no Vale do Capão com show histórico de reggae
Evento "Capão Reggae Vale" reuniu gerações no anfiteatro da Pousada do Capão

Por Isabela Cardoso

O primeiro pôr do sol de 2026 no Vale do Capão, na Chapada Diamantina, não foi apenas um marco cronológico, mas um divisor de águas para o reggae baiano. Com uma vista privilegiada para as montanhas que emolduram a vila, Jeremias Gomes, herdeiro do ícone Edson Gomes, fez sua aguardada estreia no Vale.
O evento "Capão Reggae Vale" aconteceu no anfiteatro da Pousada do Capão e recebeu público de todas as idades. A abertura ficou por conta da banda nativa Conexão Ponte Velha, um projeto familiar liderado pelo guitarrista Gustavo ao lado de seus filhos Maria (voz e violão), Kalu (bateria e percussão) e Maná (baixo). A harmonia da banda local preparou o terreno para uma noite de imersão sonora e espiritual.
“Tocar em família é muito massa. Eu sou músico desde moleque, foi algo que mudou a minha vida, e ver os três no palco me dá o maior orgulho", celebrou Gustavo.
Jeremias Gomes subiu ao palco com a segurança de quem carrega o DNA do "Reggae Recôncavo", mas com a identidade consolidada em mais de uma década de estrada. O repertório foi uma jornada cuidadosa entre sua discografia autoral, incluindo sucessos dos álbuns Régua e Compasso (2010) e o recente Ao Vivo no Parque (2024), e clássicos incontornáveis de Bob Marley e Edson Gomes.
"É um repertório bem eclético dentro do universo reggae. A gente surfa muito nessa coisa do reggae recôncavo, que é de onde eu venho", explicou o artista. Jeremias chegou ao Capão após uma apresentação aclamada em Andaraí e destacou a recepção calorosa do público local. "É um momento de felicidade começar o ano de 2026 com essa vibe positiva num lugar super incrível e com um astral especial."
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Questionado sobre a atual ascensão do gênero, Jeremias ofereceu uma perspectiva analítica e otimista. Para ele, o fenômeno atual é fruto de uma combinação de fatores globais e nacionais.
"O filme de Bob Marley, exibido no mundo inteiro, mostrou que essa música jamaicana tem raízes muito fortes no Brasil. Além disso, as turnês de encerramento do Natiruts e o trabalho de bandas como Maneva, Ponto de Equilíbrio e o retorno do Cidade Negra contribuíram para esse upgrade", avaliou Jeremias. "Tudo isso deu um fôlego novo. Creio que 2026 será um ano muito bacana para o reggae."
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