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Como saber se o cachorro está brincando ou começando uma briga?

Médica veterinária explica como diferenciar comportamentos

Agatha Victoria Reis
Por
Cachorros brincando ou brigando
Cachorros brincando ou brigando - Foto: Reprodução| Freepik

Para tutores não é fácil identificar quando um cachorro está brincando ou começando uma briga. Latidos, mordidas e rosnados fazem parte das brincadeiras, mas alguns sinais indicam que a situação pode estar ficando perigosa.

Para entender a diferença, é necessário observar a linguagem corporal dos animais. Enquanto a brincadeira é vista como uma "dança" onde os cães estão relaxados, com rabos abanando e sem tensão aparente, nas brigas a linguagem corporal dos animais apresenta tensão e rigidez.

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Ao A TARDE, a médica veterinária Evilyn Santana de Oliveira, de 25 anos, revela como diferenciar os comportamentos e como agir em situações tensas entre os animais.

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Como saber se os cachorros estão apenas brincando?

Em uma brincadeira, os movimentos costumam ser mais soltos e exagerados, os cães fazem pausas, trocam de posição e de papel durante a interação e existe reciprocidade.

Segundo a médica, um comportamento muito característico é o chamado “convite para brincar”, em que o cão abaixa a parte anterior do corpo e mantém o posterior elevado. Durante as conexões, os cães costumam revezar posições, ora um está por cima imobilizando, ora o outro assume esse papel, sem que haja uma tentativa real de domínio.

Já em caso de cães que já convivem ou se conhecem bem tendem a ter brincadeiras mais enérgicas ou brutas, pois já entendem os limites um do outro.

É importante destacar que o modo de brincar varia conforme a raça e a personalidade individual de cada cachorro. Exemplo disso são os cães da raça Pitbull, que costumam ser brutos durante as brincadeiras.

Sinais de alerta e quando Interferir

De acordo com a veterinária, os comportamentos de brincadeira e agressividade não são necessariamente opostos absolutos. “Uma brincadeira pode ficar excessivamente intensa e ultrapassar o limite de tolerância de um dos cães”, explicou.

Por isso, o tutor precisa observar não apenas o som ou a intensidade da interação, mas principalmente a linguagem corporal e a resposta do outro animal.

Entre os sinais corporais que devem ser observados no cachorro estão: desconforto, desviar o olhar, virar a cabeça, lamber os lábios, bocejar, tentar se afastar, ficar atrás do tutor ou interromper a interação.

Embora a recomendação seja interferir o mínimo possível para permitir que os cães se comuniquem e criem suas próprias regras, há sinais em que a intervenção é necessária, sendo elas:

  • Mudança na linguagem corporal: orelhas para trás, pelos das costas arrepiados e rabo ereto ou entre as pernas são sinais de tensão ou medo.
  • Desconforto de uma das partes: se um cão está sendo perseguido excessivamente ou imobilizado e demonstra medo (rabo entre as pernas, posição acuada), ele pode reagir atacando por defesa.
  • Cães desconhecidos: nunca se deve deixar cães que não se conhecem sem supervisão, pois eles ainda não estabeleceram uma comunicação ou limites.

Como o tutor deve agir e corrigir comportamentos?

Em situações tensas, o tutor deve compreender o comportamento e não deve agir por meio de punição. Deve-se tentar distrair o cão chamando-o pelo nome ou usando um brinquedo para mudar o foco da atenção.

Caso um cão esteja incomodando outro persistentemente, é indicado retirar a recompensa da interação, seja colocando-o na guia ou retirando-o do ambiente para que ele perca a liberdade de continuar o comportamento.

De acordo com a especialista, conhecer o seu próprio cachorro e estudar a linguagem corporal canina são as melhores ferramentas para decidir se é hora de separar os animais ou deixá-los se entenderem sozinhos.

“Em casos recorrentes, o ideal é uma avaliação veterinária para descartar causas médicas e, quando necessário, uma avaliação comportamental. O tratamento pode envolver manejo ambiental, prevenção de situações de conflito, modificação comportamental”, destacou a especialista.

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