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Adeus garimpo: Tecnologias agricolas são implantadas na terra Yanomami

Tecnologia da Embrapa recupera solo e garante alimento na Terra Indígena Yanomami

Isabela Cardoso
Por
Projeto une aviário, Sistemas Agroflorestais (SAFs), roças com plantios diveros e outras culturas, entre outros
Projeto une aviário, Sistemas Agroflorestais (SAFs), roças com plantios diveros e outras culturas, entre outros - Foto: Divulgação | MDS

O silêncio das dragas ilegais na Terra Indígena Yanomami deu lugar ao som da terra sendo cultivada. O Governo Federal inaugurou, na comunidade de Sikamabiu, a primeira unidade demonstrativa de soberania alimentar.

O projeto, que integra recuperação ambiental e produção de alimentos, é um marco no combate à desnutrição e na expulsão definitiva do garimpo na região do Baixo Mucajaí.

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A iniciativa une esforços da Embrapa Roraima, MDS, Funai, Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) e IFRR, focando na autonomia das 30 famílias que residem na localidade.

Piscicultura e sistemas agroflorestais

A unidade modelo de Sikamabiu é composta por uma estrutura diversificada que visa restaurar as cicatrizes deixadas pela extração de ouro:

Piscicultura: Um tanque escavado de 440 m² e 10 tanques elevados abrigam 8 mil alevinos. Curiosamente, dois antigos açudes de garimpo foram testados para mercúrio e, após resultados negativos, integrados à produção de peixes.

Sistemas Agroflorestais (SAFs): O plantio de cacau e açaí nativos ajuda a reflorestar áreas degradadas enquanto gera alimento.

Criação de Aves: Um aviário com 100 galinhas rústicas garante o acesso imediato à proteína animal.

Roça Tradicional: Cultivo de mandioca, batata e arroz para consumo direto da comunidade.

Capacitação e autonomia

Mais do que entregar insumos, o projeto foca na transferência de tecnologia. O IFRR formou 34 indígenas Yanomami em manejo aquícola. Estes novos agentes locais serão responsáveis por cuidar dos tanques de geomembrana e multiplicar o conhecimento para outras comunidades.

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A expectativa é que a produção de proteína animal em Sikamabiu atinja 1 tonelada até o final de 2026. "Estamos dando autonomia para essas comunidades", destacou a secretária Nacional de Aquicultura, Fernanda Gomes de Paula.

Expansão e Direitos Humanos

A unidade de Sikamabiu é apenas a primeira de oito unidades planejadas para este ano em regiões críticas como Surucucu e Homoxi. O plano de ação busca o "bem viver" dos povos Yanomami e Ye’kwana, garantindo que a segurança alimentar seja a base para a proteção do território.

Além das ações no campo, o governo também atua na proteção institucional com a abertura do Centro de Referência em Direitos Humanos Yanomami e Ye’kwana em Boa Vista, focado em acolher demandas sobre violações de direitos e oferecer suporte jurídico.

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Tags

Amazônia direitos humanos sustentabilidade Yanomami

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