Busca interna do iBahia
HOME > ARTIGOS

ARTIGOS

O FNDR e o combate às desigualdades regionais

FNDR surge como a principal ferramenta para a Bahia garantir investimentos

Manoel Vitório*
Por Manoel Vitório*
secretário Estadual da Fazenda, Manoel Vitório
secretário Estadual da Fazenda, Manoel Vitório - Foto: Shirley Stolze | Ag. A TARDE

A reforma tributária vai se tornando realidade: a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) deverá suceder já em 2027 os tributos federais PIS, Cofins e IPI, e o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) substituirá gradativamente, a partir de 2029, o estadual ICMS e o municipal ISS.

Quase não se fala ainda, no entanto, de um tema igualmente estratégico: o Fundo Nacional de Desenvolvimento Regional (FNDR), criado no âmbito da reforma como resposta ao fim da guerra fiscal entre os estados.

Tudo sobre Artigos em primeira mão! Compartilhar no Whatsapp Entre no canal do WhatsApp.

O FNDR é fruto de negociação liderada pelos estados mais pobres, como a Bahia. Deixamos claro que, sem os benefícios fiscais para a atração de investimentos privados, corríamos o risco de perder competitividade. Na prática, a ausência de uma política pública que buscasse enfrentar esse problema iria aprofundar a distância entre os estados do Norte e do Nordeste e os das demais regiões.

A distribuição do FNDR entre os estados brasileiros terá início em 2029. De acordo com o texto da reforma aprovado em 2023, ficou estabelecido o total de R$ 8 bilhões a serem repartidos no primeiro ano, com ampliação do valor até que se estabilize, a partir de 2043, em R$ 60 bilhões/ano.

Estes valores, conforme a Constituição, serão corrigidos monetariamente ao longo do tempo. São recursos expressivos, mas é preciso ter em mente que a conquista representada pelo advento do novo fundo é apenas o primeiro desafio.

Leia Também:

ARTIGOS

Bahia: dívida em queda, investimento sustentável
Bahia: dívida em queda, investimento sustentável imagem

ECONOMIA

Endividamento da Bahia cai ao segundo menor nível da série
Endividamento da Bahia cai ao segundo menor nível da série imagem

ARTIGOS

A Bahia tem crédito e recursos próprios para investir
A Bahia tem crédito e recursos próprios para investir imagem

Basta lembrar que, com os critérios de distribuição do FNDR tomando por base a população e a cota reservada a cada ente no Fundo de Participação dos Estados (FPE), a Bahia terá direito à maior parcela entre os estados, mas logo em seguida estará nada menos que São Paulo, o estado mais rico do país.

Quem larga nas posições mais modestas, como é o nosso caso, precisará ser mais assertivo no planejamento e na aplicação dos recursos, para assegurar competitividade em infraestrutura, qualidade da mão de obra, atratividade do ambiente de negócios.

Conduzir esse planejamento é uma prerrogativa do Estado. Será preciso envolver diversas secretarias e órgãos estaduais, e ainda representantes da sociedade baiana.

Entendemos que uma prioridade é a manutenção dos empreendimentos privados já instalados na Bahia. Outra é dar ênfase às novas fronteiras do desenvolvimento, a exemplo de eletromobilidade, energias limpas e biocombustíveis, na atração de novos investimentos.

Investindo principalmente com recursos próprios, a Bahia já tem dado passos significativos nesta direção ao criar as condições para atrair as chamadas tecnologias verdes, com destaque para a fábrica da BYD e os complexos eólico e fotovoltaico, entre os maiores do país.

Com o FNDR, vamos seguir atuando para que esta vocação se aprofunde e se amplifique em outras áreas estratégicas para o desenvolvimento da Bahia no século XXI.

*Manoel Vitório é secretário da Fazenda do estado da Bahia.

Siga o A TARDE no Google Notícias e receba os principais destaques do dia. Google Noticias Siga o A TARDE no Google Noticias

Compartilhe essa notícia com seus amigos

Compartilhar no Whatsapp Compartilhar no Facebook Compartilhar no Email

Tags

artigos reforma tributária

Relacionadas

Mais lidas