Os mais de 11 milhões de eleitores baianos fazem do estado uma peça mais do que fundamental no tabuleiro político nacional. Mais do que isso, a Bahia tem atraído alguns dos potenciais principais atores das eleições presidenciais de outubro.
O ano de 2026 acabou de começar, e em menos de 30 dias, três possíveis candidatos ao Palácio do Planalto já estiveram em solo baiano. Salvador, 'cidade mãe do Brasil', tem sido o primeiro grande teste para esses nomes.
O primeiro deles foi Ronaldo Caiado, agora no PSD. O governador de Goiás saiu na frente de todo mundo ao lançar sua pré-candidatura a presidente na capital baiana, no primeiro semestre de 2025. Agora, ele novamente se adiantou com relação aos seus adversários e desfilou na Lavagem do Bonfim.
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O teste foi importante. Durante o cortejo, Caiado, não tão conhecido pela população soteropolitana, falou com apoiadores, foi tietado por curiosos, abraçou populares e teve seu nome gritado por alguns dos presentes.
Caiado, que é casado com a baiana Gracinha, faz visitas ao estado com frequência. Conversa com a oposição local, tem excelente relação com políticos de peso na Bahia, e conta, até então, com o apoio de ACM Neto (União Brasil), que tenta fugir da polarização e ter uma terceira via para chamar de sua.
Hoje apontado como favorito para vencer as eleições, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) também já veio tomar seu 'passe' na terra. Principal reduto do PT, a Bahia recebeu o chefe do Planalto na última semana.
Durante o evento, que ocorreu no Parque de Exposições de Salvador, Lula deu uma prévia do tom que poderá ser usado em sua campanha. Suspendeu a trégua com Trump e criticou durante o presidente americano, chamou seus prováveis adversários para o embate, e fez um chamado de engajamento para o povo.
Embora tenha participado de uma agenda fechada, Lula provou o sabor da popularidade, sendo abraçado e ovacionado pelos presentes. Parecia vídeo de propaganda eleitoral.
A Bahia é tão importante para Lula, que o PT escolheu Salvador para a comemoração do aniversário da legenda, que também será o lançamento da pré-candidatura de seu líder maior à reeleição.
Lula estará novamente na capital baiana no dia 7 de fevereiro, mais uma vez acompanhado de alguns dos grandes nomes do PT. A ideia, pelo que dizem os petistas baianos, é mostrar força total e alinhamento que beire a perfeição.
A terceira ponta
Não menos importante, mas talvez um pouco mais afastado dos dois nomes citados anteriormente, Romeu Zema (Novo), ainda governador de Minas Gerais, teve uma visita mais tímida que os demais, mas iniciou sua trajetória como pré-candidato ao Planalto em solo soteropolitano.
Falou de país, de projeto, e fortaleceu a até aqui solitária candidatura de José Carlos Aleluia ao governo da Bahia. E só. Diferente de Caiado e Lula, a presença de Zema não causou nenhum burburinho nos bastidores políticos do estado.
E Flávio?
Há uma expectativa para a visita de Flávio Bolsonaro (PL), o ungido de Jair Bolsonaro (PL) para a corrida presidencial. O senador fluminense deve participar de uma agenda ao lado de seu aliado João Roma (PL), pré-candidato ao Senado.
A ideia é que ele tente furar a bulha no reduto petista e consiga, ao menos, diminuir uma possível rejeição por parte do eleitorado baiano. Se vai dar certo, só o futuro dirá.
Os 11 milhões de baianos
Quarto maior colégio eleitoral do país, a Bahia permanece sendo vista como território fundamental para decidir a eleição presidencial. Os 11 milhões de eleitores serão disputados em cada esquina do estado a partir das próximas semanas.
Agora é aguardar os desdobramentos e o papel da terra onde tudo começou no próximo processo eleitoral.
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