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Se é professor na Bahia, será governador
4.626.509 baianos reelegeram o Professor Jerônimo Rodrigues para mais um mandato à frente do governo


Outubro é o mês em que o Brasil celebra o Dia dos Professores, carreira que na atualidade demanda urgente ressignificação e valorização social, e também o período das eleições, exercício democrático que lembra aos cidadãos a importância de viver em um Estado livre e republicano. A junção entre democracia e o reconhecimento da docência na Bahia culminou na expressiva vitória histórica de Jerônimo Rodrigues nas urnas.
O professor e governador teve sua gestão validada por capitanear o maior movimento nacional de construção de escolas de tempo integral, garantir alimentação adequada aos estudantes, reduzir o abandono escolar, expandir creches no interior e implementar políticas efetivas para a juventude, como o Bolsa Presença.
Nascido na zona rural de Aiquara-BA, às margens do rio de contas no povoado de Palmeirinha, filho de um vaqueiro e de uma costureira, o governador conhece de perto os desafios de quem precisa de muito esforço para alcançar seus objetivos. Sem berço ou dinastia política tradicional, ele carrega as feições de um povo historicamente ausente das instâncias superiores de poder. É engenheiro agrônomo, extensionista por formação e vocação, professor da Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS) e traz em sua trajetória passagens marcantes por movimentos e organizações sociais.
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Chegou ao Palácio de Ondina acumulando experiências de gestão pública em âmbitos estadual e federal, mas sobretudo munido da maior de suas bagagens: a docência, arte de formar pessoas, cuidar de quem aprende e prospectar sonhos. Uma característica de fácil percepção pública é a forma simples, cortês e gentil com que se relaciona com todos. Ele ostenta a cara, a cor e os jeitos da Bahia de dentro, da Bahia rural, sertaneja e profunda.
Quem o conhece de perto relata uma rotina marcada por extrema disciplina, ética de trabalho, organização, pontualidade e capacidade de observação. Tais qualidades, fundamentais para o exercício do magistério, qualificam igualmente o perfil de um gestor público de excelência.
Enquanto o Brasil e o mundo tencionam discussões sobre um possível apagão de novos docentes, crise intrinsecamente ligada à falta de valorização e ao pouco reconhecimento social da carreira, a Bahia dá um exemplo prático ao alçar um professor ao mais alto posto do Executivo estadual. Por aqui, a valorização da educação e do professor vira voto. Ô Bahia diferenciada...
*Professor Manoel Calazans, Mestre em Politicas Sociais e Cidadania

