
Os 64.256.232 votos que garantiram a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), na eleição do último domingo, 25, reforçam a imagem do petista como a principal liderança política da história do país, assim com a capacidade de ressurgir das cinzas após enfrentar mais uma ‘tempestade’ em sua interessante biografia.
Lula, que havia conseguido o feito inédito de ser o primeiro candidato a vencer um presidente que tentava reeleição, em 2022, quando derrotou Jair Bolsonaro (PL), resolveu dobrar a aposta e inovar mais uma vez: saiu em desvantagem no primeiro turno para buscar a virada, antes vista como impossível, no segundo turno.
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Goste você ou não de Lula, não há como negar sua capacidade de renascer diante das dificuldades. Isso ficou claro quando enfrentou um turbilhão de problemas políticos na última década, chegando a ser preso antes de sacramentar mais uma candidatura ao Palácio do Planalto, em 2018.
Em um intervalo de quatro anos, o petista saiu da prisão, teve suas penas anuladas, recuperou seus direitos políticos, voltou ao tabuleiro eleitoral e derrotou um presidente que tentava a reeleição.
Mais do que a capacidade de se reinventar, Lula conseguiu, por meio da sua virada, liderar um processo de mobilização popular visto poucas vezes em uma campanha de segundo turno.
Lula conseguiu unir movimentos de rua, redes sociais, classe artística, políticos de diferentes gerações e eleitores comuns, todos determinados na garantia da vitória do presidente.
A campanha foi o reencontro entre militância e Lula, que voltou, ainda que rapidamente, aos seus tempos de candidato sindicalista, como em 1989, quando esteve à frente da clássica Frente Brasil Popular.
Lula, por tudo que representa para a política e para a história do Brasil, principalmente no século XXI, talvez seja o único brasileiro capaz de tais façanhas.
A força de Lula e sua capacidade mobilizar diferentes setores da sociedade em torno da sua última dança, tirando da zona de conforto diversos ‘atores’ que não haviam, até então, participado de maneira ativa de uma campanha eleitoral, mostram a grandeza do petista, que reconstruiu sua biografia antes de encerrar sua trajetória política.



