LIDERANÇA
BYD assume o topo e vira gigante dos ônibus elétricos no Brasil
Cerca de 80% dos ônibus elétricos latino-americanos pertencem as marcas chinesas


A BYD assumiu a liderança de mais um ramo na América Latina. A empresa chinesa se tornou a maior fornecedora de ônibus elétricos da região em maio de 2026, com cerca de 43,7% de todos estes veículos, como mostra o relatório Conselho Internacional de Transporte Limpo (ICCT).
No Brasil, a BYD é vice-líder no acumulado do ano e detém 35% da produção de todos os 9,1 mil coletivos deste tipo no país. De acordo com a Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores), a empresa também liderou os emplacamentos de ônibus elétricos no território brasileiro.
Os dados mostram que, em maio de 2026, 132 unidades de veículos foram emplacadas, representando uma alta em comparação com 2025. Ao todo, a BYD deteve 44,70% da produção, com 59 ônibus, seguida de Eletra-Caio, com 33,33%.
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Eletrificação da região
Em nota, o diretor de Veículos Comerciais e Solar da empresa no Brasil, Marcello Schneider, informou que a região tem se tornado cada vez mais eletrificada, com o avanço dos novos modelos de ônibus.
“Os números de maio mostram que a eletrificação do transporte coletivo está entrando em uma nova fase. Durante muitos anos, o debate esteve concentrado na viabilidade da tecnologia. Hoje, a discussão passa por escala, infraestrutura e velocidade de implementação”, disse ele.
“Quando observamos o avanço dos emplacamentos e a ampliação das frotas em operação, percebemos que a eletromobilidade já faz parte do planejamento das cidades e deixou de ser uma aposta para se tornar uma agenda concreta de transformação urbana”.
Gigante da mobilidade
Mais do que carros de passeio e ônibus, a BYD também tem se tornado uma gigante da mobilidade no Brasil. A gigante chinesa assumiu e inaugurou o seu primeiro sistema de monotrilho no país nos últimos meses.
O projeto da Linha 17-Ouro do Metrô de São Paulo conecta pontos da zona sul da capital paulista através de um trajeto inicial de quase 6,7 km de extensão, que liga o Aeroporto de Congonhas a eixos fundamentais de deslocamento. Quando o sistema estiver em pleno funcionamento, a operação projeta uma capacidade de transportar até 100 mil passageiros por dia.


