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Por que a Jaguar Land Rover decidiu deixar o Brasil e ceder fábrica a chineses?
Marca de luxo vai deixar fábrica no Rio de Janeiro


A Jaguar Land Rover se prepara para encerrar toda a produção industrial no Brasil. A marca está instalada em Itatiaia, no interior do Rio de Janeiro, há pouco mais de 10 anos, mas deve vender sua operação. A informação é do Quatro Rodas.
A saída da Jaguar Land Rover do Brasil ainda não foi confirmada oficialmente, mas existe uma uma carta de intenções assinada pela Chery para que a Omoda & Jaecoo assuma a operação.
A Chery e a Jaguar Land Rover, controlada pelo grupo indiano Tata Motors, são parceiros globais e anunciaram recentemente o renascimento do nome Freelander como uma nova marca de veículos elétricos baseada em plataforma chinesa.
O que motivou a saída?
A saída da Jaguar Land Rover acontece em momento de mudança de estratégia global da companhia, que se concentra em modelos de maior margem, eletrificação e redução de complexidade industrial.
O desempenho comercial da marca no Brasil é apontado como um dos principais fatores para a saída da produção. Em 2025, foram vendidos apenas 757 veículos no país. Em 2025, conforme dados da Fenabrave, a Land Rover vendeu 425 unidades do Discovery Sport e 332 unidades do Range Rover Evoque no Brasil.
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Os últimos veículos montados no país já foram finalizados e devem ser enviados às concessionárias até meados de julho.
Apesar disso, a Jaguar Land Rover não confirma o fim das operações no Brasil. "A produção da unidade de Itatiaia (RJ) segue normalmente durante o mês de junho, conforme o planejamento operacional da companhia. Não temos informações adicionais para compartilhar neste momento", diz em nota.
A fábrica emprega atualmente 371 trabalhadores diretos, segundo o Sindicato dos Metalúrgicos de Itatiaia e Porto Real.

Chery deve ampliar produção para Omoda & Jaecoo
A Chery já se prepara para assumir a produção industrial e negocia com a Prefeitura de Itatiaia e com o governo do Rio de Janeiro a manutenção dos benefícios fiscais ligados à planta. Hoje, a Jaguar Land Rover participa de um programa que prevê benefícios como isenção de IPTU, ITBI e redução de ISS, o que a Chery busca manter.
No que tange a produção em Itatiaia, a Chery deve ampliar a operação da JLR, que nunca alcançou grandes volumes. A marca de alto valor trabalhava em regime SKD, no qual os veículos chegam ao país parcialmente montados, com carroceria já pintada, e passam no Brasil pela etapa final de montagem.
Por outro lado, conforme o Auto+, a Chery teria tenção seria ampliar a capacidade da planta para até 87 mil unidades por ano e usar o regime CKD (quando o carro chega desmontado) mais complexo do que o adotado pela Land Rover no Brasil.

Assumir a planta em Itatiaia também resolveria o problema da Chery na produção dos carros da Omoda & Jaecoo no Brasil. A marca chinesa tem desativada desde 2022 uma fábrica em Jacareí, no interior de São Paulo, e não conseguia acordo por conta da sua relação com a CAOA, parceira brasileira da marca chinesa e dona de pouco mais de 50% da planta.
Apesar da parceria com a CAOA desde 2017, a Chery mantém separada a operação da Omoda & Jaecoo. A marca já tem operação comercial no Brasil com SUVs eletrificados, mas a produção local é considerada peça central para dar escala à marca.
A movimentação deve usar uma estrutura própria para ganhar escala, enquanto o foco deve ficar em eletrificação e tecnologia. Nesse sentido, o portfólio futuro para a fábrica inclui modelos de SUVs com tecnologias como:
- Turboflex;
- Híbridas;
- Elétricas
Os modelos cotados para a fábrica da Chery são SUVs da Omoda & Jaecoo. O futuro Omoda 4 é deve ser uma prioridade da planta, com possibilidade de versões turboflex e híbridas.


