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Bar onde acontecia rinha de galo é fechado pela polícia em Paripe

Publicado sábado, 09 de maio de 2009 às 18:56 h | Atualizado em 09/05/2009, 18:56 | Autor: Valmar Hupsel Filho, do A TARDE
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Uma operação conjunta entre policiais da Companhia de Proteção Ambiental (Copa) e apoio de fiscais do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) estourou um bar na Rua da Austrália, nº 177, em Paripe, onde funcionava uma rinha de galo. Trinta pessoas foram levadas para a 5ª CP (Periperi). Cinco deles, acusados de serem proprietários do bar e dos animais, foram multados em R$ 2 mil, mas responderão a processos em liberdade. Os demais, acusados de serem apostadores, prestaram depoimento e foram liberados.

Oito galos foram recolhidos e enviados ao Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas), em Vitória da Conquista. “Os animais foram encontrados em estado de falência, muito debilitados”, informou o oficial que chefiou a operação, tenente Messias, do Copa. No estabelecimento onde funcionava a rinha foram encontrados balança para pesagem dos galos, além de bicos artificiais e esporas – instrumentos utilizados para aumentar o poder de agressão do animal durante a luta.

Os donos do bar e dos animais responderão por maus tratos e crime ambiental, enquadrado no Artigo 23 da Lei 9605/98. Se condenados, poderão cumprir pena de três meses a um ano de reclusão em regime fechado. A pena pode ser aumentada de um sexto a um terço, se ocorrer morte do animal. São eles: José Milton Brandão Gentil, conhecido como Zé do Galo, que é o proprietário do bar, além de Joeverton Teles Rocha, Edvaldo da Rocha Pita, Anísio Ferreira Souza, Álvaro de Jesus Santana, donos dos galos de briga. A denúncia já está no Ministério Público da Bahia (MP-BA).

Denúncia – Tenente Messias informou que a rinha funcionava no local há pelo menos oito meses e há dois era monitorado pela polícia, que chegou ao local depois de denúncia anônima. Na Rua da Austrália, onde funcionou a rinha, há intenso comércio de animais, principalmente pássaros, além de correntes de ouro, DVD‘s piratas e bicicletas. O superintendente do Ibama, Célio Costa Pinto, disse que, apesar de a lei dificultar a penalização dos envolvidos em crimes ambientais, ele considerou importante. “A repressão tem resultado positivo pelo efeito pedagógico”, disse.

Para aumentar a repressão a crimes ambientais na Bahia, Costa Pinto defende a criação de uma delegacia especializada em meio ambiente em Salvador. Segundo ele, com um conjunto de policiais treinados especificamente para o combate a este tipo de delito, a eficiência seria maior. “Já levamos a proposta ao secretário da Segurança Pública, César Nunes, e ao governador Jaques Wagner”, disse.

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