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"Creio que não terá greve na terça", diz Bruno Reis sobre rodoviários

Prefeito prometeu enviar nesta quarta-feira um pedido de autorização para subsidiar o transporte público

Daniel Genonadio e Osvaldo Barreto
Por Daniel Genonadio e Osvaldo Barreto
Bruno Reis esteve na Avenida Jorge Amado nesta quarta-feira
Bruno Reis esteve na Avenida Jorge Amado nesta quarta-feira - Foto: Valter Pontes | Secom PMS

O prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), afirmou nesta quarta-feira, 8, que não acredita que haverá uma greve de rodoviários na capital baiana prometida para a próxima terça-feira, 14, pelo sindicato da categoria. O gestor cobrou que as partes cheguem a um acordo com intermédio da Prefeitura e da Justiça do Trabalho.

"Agora 20 de novembro, se não tiver nenhum tipo de apoio da prefeitura eles não vão ter condição de pagar o 13º salários aos trabalhadores. Essa greve pode resultar na quebra de algumas dessas empresas. A postura que deve ter é sentar na mesa junto com a Justiça do Trabalho, para que determine o cumprimento do acordo realizado. Não penalizar a população. Que culpa tem todos que pegam o transporte coletivo se há descumprimento do acordo? A população não pode pagar essa conta. Prefeitura tem mantido conversa com ambos os sindicatos, pedindo que eles tenham sensibilidade, compreendam a gravidade do momento e entrem em um acordo. Creio que não terá greve na terça-feira", disse.

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Bruno Reis também criticou a aprovação na Assembleia Legislativa da Bahia o projeto de lei que determina o aumento da alíquota do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços), de 19% para 20,5%. De acordo com ele, a decisão irá impactar a crise no transporte público de Salvador.

"O combustível da Bahia já é o mais alto do Brasil, e vai aumentar mais ainda. E quem vai pagar essa conta é o povo. E na hora de calcular a tarifa, o preço do combustível impacta. A tarifa tem um contrato que já era para ter ocorrido desde 1º de janeiro (o reajuste) e temos a negociação tentando que seja um aumento que a população tenha condição de pagar. Esperava-se um subsídio federal, que não vai ter", falou.

"Não resta outra alternativa que não o aumento da tarifa pública. A prefeitura para evitar que esse aumento seja o real da tarifa técnica, vai ter que assumir parte da conta", acrescentou, afirmando também que irá enviar a Câmara de Vereadores ainda nesta quarta-feira, um pedido de autorização para um subsídio de R$ 190 milhões.

"O reajuste é inevitável. Hoje encaminhamos para a Câmara um projeto pedindo autorização para pagar o subsídio de parte da tarifa. Ontem fui até 22h e hoje será um novo dia de conversas com os empresários, com a consultoria contratada, com a procuradoria do município. Depois tem uma etapa a ser realizada com o Ministério Público, para, em seguida, definir qual reajuste terá", concluiu.

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