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Devotos enfrentam chuva para manter tradição do Corpus Christi

Publicado quinta-feira, 15 de junho de 2017 às 10:57 h | Atualizado em 15/06/2017, 20:31 | Autor: Felipe Santana*
Momento da procissão secular que é realizada todos os anos pelas ruas do Centro Histórico de Salvador
Momento da procissão secular que é realizada todos os anos pelas ruas do Centro Histórico de Salvador -
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Mesmo sob forte chuva, fiéis lotaram a frente da Igreja São Pedro dos Clérigos, ontem pela manhã, no Terreiro de Jesus, para celebrar a solenidade de Corpus Christi. A missa campal foi presidida pelo arcebispo de Salvador e primaz do Brasil, dom Murilo Krieger. 

Uma multidão chegou cedo para acompanhar a procissão, que acontece sempre 60 dias após a Páscoa. A celebração foi originada no ano de 1243, em Liège, Bélgica, quando a freira Juliana de Cornion teve visões de Cristo pedindo-lhe que a Eucaristia fosse celebrada.

Dom Murilo Krieger, ressaltou o prestígio da celebração para a Arquidiocese de São Salvador: “A primeira procissão de Corpus Christi no Brasil foi aqui e depois  se espalhou pelo restante do país”. Para ele, mesmo com a tradição, a fé dos fiéis se renova a cada ano.

Procissão 

Após a missa, os fiéis saíram em procissão pelas ruas do Centro Histórico, passando pelas praças da Sé, Municipal e Castro Alves. Da sacada do Palácio Rio Branco, dom Murilo deu a bênção a todos ali presentes.

A aposentada Aurelina dos Santos, 65,  disse que a cada ano a fé aumenta. “Venho sempre e sigo  a pé todo o percurso, faça chuva ou faça sol”, contou a idosa. 

Na rua Carlos Gomes, os grupos de apostolado de oração e movimento eucarístico jovem seguiam com louvores entre o corredores formados para a passagem do Santíssimo Sacramento.

O padre Valson Sandes, da igreja Nossa Senhora da Piedade, lembrou que um dos apelos da procissão foi para Deus abençoar o Brasil. “O homem sem Deus torna-se vazio, e nós hoje, com um país marcado por tanto desamor e desordem, estamos clamando a misericórdia de Deus, para que nos abençoe e encontre a melhor saída para o momento triste que vivemos”, disse o padre.

O cortejo seguiu até a região do largo dos Aflitos, com dois trios elétricos levando bandas que cantavam louvores. Seminaristas, pastorais, irmandades, devoções e associações participaram do ato religioso. Em certo momento do roteiro, fiéis rezaram um Pai Nosso contra a corrupção no país.

O ostensório – símbolo cristão – foi conduzido por dom Murilo, que seguiu a pé entre as pessoas. No Campo Grande, o bispo auxiliar Gilson Andrade fez a bênção final. “Vivemos um momento triste marcado por injustiça e violência, necessitamos muito do amor misericordioso, ajudando a construir a justiça e a paz do nosso país”.

As festividades continuaram em toda a tarde nas paróquias de bairros, com missas e procissões. 

*Estagiário sob a supervisão do editor-coordenador Luiz Lasserre

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