BAHIA
Forte São Marcelo é cedido à Bahia e deve reabrir para visitação em 2 anos
Acordo inclui ainda a Fortaleza de Morro de São Paulo


Um dos principais cartões-postais históricos de Salvador está mais perto de voltar a receber visitantes. A Secretaria do Patrimônio da União (SPU) oficializou a cessão gratuita do Forte São Marcelo ao Governo da Bahia.
A portaria que formaliza a transferência foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) nesta segunda-feira, 22. O monumento, um dos mais emblemáticos da capital baiana, está fechado para visitação pública desde 2011.
A medida ratifica um acordo firmado em maio entre a SPU e a Secretaria de Turismo da Bahia (Setur-BA). O termo de cessão possui validade de 20 anos e inclui também a Fortaleza de Morro de São Paulo, localizada no município de Cairu, na Costa do Dendê.
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Diretrizes
Com a transferência dos dois equipamentos, a Setur passa a ser a responsável direta pelas obras de restauração e conservação, além da futura implementação de atividades voltadas ao lazer, turismo e promoção cultural nos espaços.
De acordo com as diretrizes da portaria, o governo baiano vai ter o prazo de até 24 meses para cumprir os objetivos previstos e reabrir o Forte São Marcelo ao público.
História e defesa
Localizado em posição estratégica na Baía de Todos-os-Santos, com vista panorâmica para o Elevador Lacerda e o Mercado Modelo, o Forte São Marcelo se destaca na paisagem soteropolitana. Erguido no século XVII sobre uma coroa de areia, o monumento desempenhou papel crucial na defesa da cidade durante as invasões holandesas.
Considerado único no Brasil, o formato em forma de cilindro, faz da fortificação uma das joias do patrimônio histórico nacional. De acordo com dados da SPU, o imóvel ocupa uma área de aproximadamente 5,3 mil metros quadrados e está avaliado em R$ 48,9 milhões.
Contrapartida
A outra contrapartida do acordo, a Fortaleza de Morro de São Paulo, também remonta ao período colonial, quando foi construída para proteger a entrada do canal contra embarcações inimigas.
A expectativa do Executivo estadual é que os novos investimentos garantam a preservação estrutural dos monumentos e, ao mesmo tempo, ampliem o potencial turístico e cultural de dois dos mais importantes patrimônios da história baiana.


