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Amélia Rodrigues: ex-prefeito segue na mira da Justiça por irregularidade

Omissão de R$ 3 milhões para asfalto deixa município devedor sem poder receber recursos

Rodrigo Tardio
Por
| Atualizada em
Paulo Falcão, ex-prefeito de Amélia Rodrigues
Paulo Falcão, ex-prefeito de Amélia Rodrigues - Foto: Reprodução

A Justica decidiu dar continuidade à ação civil de improbidade administrativa movida pelo município de Amélia Rodrigues, contra o ex-prefeito Paulo Falcão (Avante).

O processo apura irregularidades na execução e na prestação de contas de um convênio firmado com o Ministério da Integração Nacional para obras de pavimentação asfáltica.

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De acordo com os autos, o governo federal repassou aproximadamente R$ 3 milhões em duas parcelas no ano de 2018. No entanto, a ausência de documentação que comprovasse a aplicação correta da verba levou o Tribunal da Contas da União (TCU) a julgar as contas do ex-gestor como irregulares.

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Prejuízo

A omissão de Paulo Falcão resultou na inclusão de Amélia Rodrigues no Cadastro Único de Convênios (CAUC). Na prática, o município ficou "com o nome sujo" perante a União, o que impede a prefeitura de firmar novos acordos e receber repasses voluntários do governo federal para investimentos locais.

Decisão judicial

A Justiça acolheu o pedido do Ministério Público Federal (MPF) para reenquadrar a conduta do ex-prefeito no artigo 11, inciso VI, da Lei de Improbidade Administrativa, que tipifica a violação do dever de prestar contas.

Apesar do réu não ter apresentado defesa formal no processo até o momento (revelia), a Justiça pontuou que a culpa não pode ser presumida automaticamente.

Foi determinada ainda a intimação das partes para a produção de provas, visando identificar a existência de dolo, que é a intenção consciente de cometer o ato, antes de proferir sentença de condenação.

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Tags

Amélia Rodrigues decisão judicial improbidade administrativa Lei de Improbidade Paulo Falcão pavimentação asfáltica

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