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HOMOFOBIA

Pastor é suspeito de homofobia em hospital de Feira de Santana

Pastor Moisés é conhecido por pregações na unidade de saúde e nas redes sociais

Kenna Martins*
Por Kenna Martins*
| Atualizada em
Pastor Moisés Neres
Pastor Moisés Neres - Foto: Reprodução Instagram @pastormoises

A Polícia Civil está investigando um caso suspeito de homofobia cometido por um pastor dentro do Hospital Geral Clériston Andrade (HGCA), em Feira de Santana, cidade a cerca de 100 km de Salvador. A ocorrência foi registrada na última segunda-feira, 21, véspera do feriado de Tiradentes.

O religioso Moisés Neres dos Santos, conhecido como Pastor Moisés, foi denunciado por um servidor do hospital após uma fala considerada ofensiva. O suspeito foi conduzido à delegacia. Pastor Moisés atua com atividades religiosas na unidade de saúde e já é conhecido na cidade por pregações em espaços públicos e privados, muitas delas repercutidas nas redes sociais.

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De acordo com o advogado de defesa, Armênio Seixas, não houve prisão em flagrante. “Ele foi acusado de ter cometido a conduta de homofobia contra um servidor do próprio hospital. Fomos acionados para acompanhar a situação e ele se apresentou de forma espontânea. Após conversa com o delegado, foi decidido pela lavratura de um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO), sem prisão em flagrante, para que os fatos sejam apurados”, afirmou, acrescentando que todos os envolvidos, incluindo uma testemunha, foram ouvidos e liberados em seguida.

Nova conduta

Ainda segundo a defesa, a pessoa que se sentiu ofendida é um estudante de Direito. A vítima relatou que a suposta fala não teria sido direcionada diretamente a ela. “A vítima se sentiu ofendida por uma conduta que, segundo ele, teria sido feita de forma generalizada, não de maneira direta”, disse o advogado.

Seixas informou que aguarda a análise do Judiciário sobre o caso e ressaltou que o pastor foi orientado a ter cautela em suas manifestações públicas. “Nós não apoiamos condutas inadequadas. Orientei que ele tenha mais cuidado com o que diz, porque a legislação em vigor pode trazer consequências sérias”, pontuou.

*Kenna Martins é Correspondente do Grupo A TARDE em Feira de Santana
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