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65% dos brasileiros veem mortos em megaoperação do Rio como criminosos

Dados foram coletados pela pesquisa AtlasIntel, dias após a megaoperação

Gabriela Araújo
Por
| Atualizada em
Mortos durante megaoperação no rio de janeiro
Mortos durante megaoperação no rio de janeiro -

Corpos enfileirados no chão, sangue escorrendo pelas ruas dos Complexos Alemão e da Penha, ambos localizados no Rio de Janeiro, e intensas trocas de tiros, assim foi o saldo da megaoperação nas favelas fluminenses, sob comando do governador Cláudio Castro (PL).

As cenas que geraram repercussão Brasil afora ganharam o aval positivo da maioria dos brasileiros, segundo aponta a nova pesquisa realizada pelo Instituto AtlasIntel, parceiro de A TARDE, divulgada nesta sexta-feira, 31.

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O levantamento também mostra que 65,1% dos entrevistados dizem acreditar que os mais de 100 mortos durante a ação policial da última terça-feira, 28, são criminosos, enquanto 27,3% afirmam que as pessoas que foram a óbito são ao mesmo tempo criminosos e vítimas.

Outros 3,6% afirmam que a maioria dos mortos são vítimas ante a 4,1% não souberam responder ao questionamento.

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A opinião da maioria que diz acreditar que os mortos são criminosos foram dadas pelos seguintes perfis:

  • Idade: de 35 a 44 anos, que representam 70,4% da pesquisa;
  • Escolaridade: Ensino Fundamental, como demonstra o percentual de 77,4%;
  • Renda: até R$ 2 mil, representa 84,2%.
Corpos enfileirados após megaoperação
Corpos enfileirados após megaoperação | Foto: Mauro Pimentel | AFP

O mesmo conceito também predomina entre as mulheres. A diferença de um gênero para o outro, de acordo com a sondagem, é de apenas 5,1%. Sendo assim, o público feminino segue sendo 62,7% do levantamento.

Região

Já a região que mais concorda com o título de “criminosos” aos mortos da megaoperação é a Zona Norte, que compreende os próprios complexos onde aconteceram a ação, além dos bairros:

  • Vila Isabel;
  • Madureira;
  • Tijuca;
  • Grajaú;
  • Olaria.

Opinião política

A pesquisa AtlasIntel também mapeia a opinião política dos entrevistados que acham “criminosos” os 120 mortos na operação. Os avaliados votaram nos seguintes políticos no 2º turno das eleições de 2022:

Influência da criminalidade nas decisões de voto

Outro questionamento que norteou a pesquisa leva em conta "o tema da criminalidade influencia suas decisões de voto em eleições nacionais". Nesta pergunta, 49,5% dos entrevistados afirmam que o tema segurança não é o único tema que norteia a votação.

Outros 44,4% dizem que as políticas contra a criminalidade estão entre os principais fatores que determinam o voto. Já 4,9% dos avaliados diz que o tema não influencia o voto e 1,2% afirmam que se importa mais com outros assuntos políticos.

Mudança de hábitos

As violência nas grandes cidades também foi objeto do levantamento da AtlasIntel. Uma das perguntas feitas aos entrevistados foi sobre alteração de hábitos diários por conta de preocupações com a criminalidade. Aqui, os que responderam à pesquisa puderam escolher mais de uma opção.

Para 72,3% dos entrevistados, o principal hábito adotado foi evitar determinados bairros da cidade de mora. Para 69,6%, a mudança foi evitar carregar objetos de valor em público. Já para 69,3% dos entrevistados, deixar de sair à noite se tornou opção devido à criminalidade.

Sobre a percepção da criminalidade na cidade do Rio de Janeiro, 83,8% dos entrevistados apontaram que o cenário está piorando na capital fluminense. Já para 5,5% o panorama é de melhora. Outras 10,7% das pessoas não souberam responder.

AtlasIntel

A pesquisa da AtlasIntel ouviu 1.089 pessoas entre os dias 29 e 30 de outubro, através de Recrutamento digital aleatório (Atlas RDR). A margem de erro é de 3 pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança do levantamento é de 95%.

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Tags

megaoperação Rio Rio de Janeiro segurança pública

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