BRASIL
Alex Escobar revela que teria um ano de vida sem descoberta de tumor
Jornalista descobriu miastenia gravis durante investigação médica


A dificuldade para pronunciar algumas palavras durante uma transmissão esportiva levou Alex Escobar a uma investigação médica que revelou um diagnóstico de miastenia gravis e um tumor no timo.
Em entrevista ao Fantástico, exibida no último domingo, 13, o jornalista contou que o neurologista Felipe Schmidt avaliou que ele poderia ter apenas mais um ano de vida caso o tumor não fosse descoberto.
O episódio aconteceu em Nova Jersey, nos Estados Unidos, durante uma participação ao vivo no SportTV News. Escobar já havia percebido que algo estava diferente antes da viagem, principalmente durante as refeições, mas foi diante das câmeras que o sintoma ficou mais evidente.
“Minha língua estava dura, que é um sintoma da doença, da miastenia”, contou.
Depois da transmissão, o jornalista foi levado a um hospital e permaneceu internado por dois dias. Os médicos descartaram inicialmente um acidente vascular cerebral (AVC), mas levantaram a possibilidade de esclerose múltipla.
Sem saber o que estava acontecendo, Escobar voltou sozinho ao Brasil. “Eu peguei um avião sozinho, voltando para casa e no escuro. Eu não tinha a menor ideia do que eu tinha. Podia ser tudo”, afirmou.
Veja entrevista:
Investigação encontrou tumor no timo
Já no Rio de Janeiro, Escobar procurou o neurologista Felipe Schmidt, professor da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj). Foi durante essa investigação que surgiu a suspeita de miastenia gravis, doença autoimune que prejudica a comunicação entre nervos e músculos.
A condição pode provocar sintomas como queda das pálpebras, visão dupla, dificuldade para mastigar, falar e engolir e perda de força em outras partes do corpo.
Os exames realizados a partir da investigação também encontraram um tumor no timo, glândula localizada atrás do esterno, na região central do peito.
De acordo com Escobar, Schmidt afirmou que a descoberta poderia ter evitado uma consequência fatal caso o tumor permanecesse sem diagnóstico.
“O doutor Felipe, neurologista, falou: ‘Você tinha, acho, mais um ano de vida. Poderia morrer de infarto sem saber que tinha um tumor’”, relatou.
O jornalista passou a interpretar a sequência de acontecimentos de outra forma depois da descoberta. “Eu fui salvo pelo gongo. O gongo se chama miastenia. Então, tudo que eu tenho passado de perrengue, eu passo agradecendo”, declarou.
Sintomas ainda podem aparecer
O diagnóstico não encerrou o acompanhamento médico. Escobar ainda apresenta alguns sintomas e passa por ajustes na medicação.
A dificuldade para falar, inclusive, pode voltar durante uma transmissão. Segundo o jornalista, os médicos trabalham para encontrar uma combinação de medicamentos que elimine os sintomas.
“Os médicos dizem que a gente vai chegar num momento em que vai haver um ajuste de medicamento em que eu não vou ter mais sintoma. Esse momento não chegou totalmente ainda”, explicou.