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Amigas com leucemia morrem no mesmo dia com 1 hora de diferença

Adolescentes tinha 17 anos e se conheceram durante o tratamento

Edvaldo Sales
Por
As adolescentes tinha 17 anos e se conheceram durante o tratamento
As adolescentes tinha 17 anos e se conheceram durante o tratamento -

Lara Gabriela Noé Diniz Vláxio e Maria Eduarda Ramos, conhecida como Duda, morreram na última segunda-feira, 11, com cerca de uma hora de diferença, após anos de tratamento contra a leucemia.

As duas adolescentes tinham 17 anos, eram naturais de Rondônia e se conheceram durante o tratamento oncológico, onde construíram uma amizade marcada pela rotina de internações, exames e sessões de quimioterapia.

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Ao longo da luta contra o câncer, Lara e Duda compartilharam medos, dores e também planos para o futuro. Nas redes sociais, uma das homenagens mais repercutidas após as mortes dizia: “Os planos de Deus eram que elas caminhassem juntas, mas de outra forma.”

Lara Gabriela estudava no 3º ano da Escola Estadual Major Guapindaia, em Porto Velho. Em 2021, aos 12 anos, ela recebeu o diagnóstico de leucemia linfoblástica aguda (LLA), um tipo de câncer que afeta a medula óssea. Desde então, passou por anos de tratamento, entre sessões de quimioterapia, exames constantes e períodos de internação.

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Em maio de 2024, Lara comemorou o encerramento da última etapa da quimioterapia. No entanto, em abril deste ano, revelou nas redes sociais que exames apontaram alterações preocupantes. Após realizar um mielograma, recebeu a confirmação da recaída. “O câncer voltou”, escreveu.

Mesmo diante do novo diagnóstico, a adolescente afirmou que iniciaria um protocolo mais agressivo de tratamento e se preparava para um transplante de medula óssea. “Estou bem, sendo acompanhada e sigo confiante. Mais uma vez, vou vencer”, publicou.

Moradora de Cacoal, Maria Eduarda enfrentava a leucemia havia cerca de três anos e meio. Conhecida pelos apelidos “Duda da praça”, “Duda dos carrinhos” e “Duda do berê bordados”, ela era descrita pela família como uma jovem dedicada, trabalhadora e sempre sorridente.

Parte do tratamento foi realizada no Hospital de Amor, em Porto Velho. Em 10 de abril deste ano, Duda celebrou a última sessão de quimioterapia ao lado de amigos e familiares, que acreditavam no início de uma nova fase.

A melhora, porém, durou pouco. Pouco tempo depois, a doença voltou de forma agressiva e atingiu o cérebro da adolescente, agravando rapidamente o quadro clínico. Segundo a família, Duda passou por uma semana intensa de tratamento antes de ser entubada. Depois, os médicos iniciaram os protocolos para confirmação de morte encefálica.

Comoção

As mortes das adolescentes provocaram comoção em Rondônia. Durante o tratamento, familiares e amigos mobilizaram campanhas de oração, doação de sangue e correntes de apoio para ajudar as duas jovens.

Profissionais da saúde também prestaram homenagens nas redes sociais. Uma técnica de enfermagem descreveu Lara como “uma pequena estrela que transformava dias difíceis com sua presença”. Sobre Duda, afirmou que a adolescente deixou lições de “força, fé e amor”.

Em uma das despedidas mais compartilhadas, uma amiga de Maria Eduarda escreveu: “Me espera na próxima vida, careca preferida.”

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Câncer leucemia Saúde

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