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Cidade pequena do Brasil guarda dinossauros mais antigos do mundo

Fósseis de 233 milhões de anos colocam município gaúcho no mapa mundial

Iarla Queiroz
Por
Centro de pesquisa reúne espécies raríssimas
Centro de pesquisa reúne espécies raríssimas - Foto: CAPPA UFSM/Reprodução Galeria CAPPA

Uma pequena cidade do interior do Rio Grande do Sul, com pouco mais de 2.700 moradores, virou ponto obrigatório para quem quer ver de perto alguns dos dinossauros mais antigos já identificados no mundo. O destaque está no Centro de Apoio à Pesquisa Paleontológica da Quarta Colônia (Cappa), que abriga fósseis com cerca de 233 milhões de anos.

Localizado em São João do Polêsine, na região central do estado, o espaço pertence à Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) e se consolidou como vitrine científica da chamada Quarta Colônia, área reconhecida internacionalmente por sua riqueza geológica.

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Imagem ilustrativa da imagem Cidade pequena do Brasil guarda dinossauros mais antigos do mundo
Foto: CAPPA UFSM/Reprodução Galeria CAPPA

Berço mundial dos dinossauros

Os fósseis encontrados na região são do período Triássico e vêm sendo estudados por pesquisadores da UFSM em parceria com uma universidade da Inglaterra. As análises indicam que os exemplares estão entre os mais antigos já descobertos no planeta, reforçando a tese de que o Brasil abriga alguns dos primeiros dinossauros da história.

Entre os principais achados expostos estão o Buriolestes schultzi e o Gnathovorax cabreirai, ambos descobertos em São João do Polêsine, além do Macrocollum itaquii, localizado no município de Agudo, também integrante da Quarta Colônia.

Imagem ilustrativa da imagem Cidade pequena do Brasil guarda dinossauros mais antigos do mundo
Foto: CAPPA UFSM/Reprodução Galeria CAPPA

O Buriolestes schultzi, carnívoro, media cerca de um metro e meio de comprimento e viveu há aproximadamente 233 milhões de anos. O nome faz referência à família Buriol, dona das terras onde o fóssil foi encontrado.

Já o Gnathovorax cabreirai, também carnívoro, podia chegar a dois metros e meio. O exemplar foi localizado em propriedade da família Marchezan e identificado pelo paleontólogo Sérgio Furtado Cabreira.

O Macrocollum itaquii, por sua vez, era herbívoro e atingia cerca de quatro metros de comprimento. O fóssil, descoberto em Agudo, está preservado com todas as partes do corpo no Cappa, conforme explicou o pesquisador Jhonata Martins, biólogo e doutorando em paleontologia pela UFSM.

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Novo fóssil após enchente histórica

Em 2024, depois da grande enchente registrada em maio na região, pesquisadores localizaram novos vestígios fósseis em São João do Polêsine. De acordo com o paleontólogo Rodrigo Temp Müller, da UFSM, o material pertence a um dinossauro do grupo Herrerasauridae — carnívoros que viveram há cerca de 230 milhões de anos.

Os fragmentos seguem em análise no Cappa e ampliam ainda mais a relevância científica da área para a compreensão das origens dos dinossauros.

Além dessas espécies, o centro também abriga fósseis de cinodontes, dicinodontes e rincossauros. Um dos exemplares de destaque é o Exaeretodon riograndensis, datado de 233 milhões de anos, descrito como um animal de grande porte, com até 14 metros de comprimento, ligado a uma linhagem ancestral de jacarés anterior aos dinossauros.

Centro de pesquisa reúne espécies raríssimas
Centro de pesquisa reúne espécies raríssimas - Foto: CAPPA UFSM/Reprodução Galeria CAPPA

Turismo científico o ano inteiro

Aberto diariamente, inclusive aos fins de semana e feriados, o Cappa recebe visitantes do Brasil e do exterior. O funcionamento ocorre das 9h às 11h30min e das 13h30min às 17h.

O impacto vai além da ciência. A região tem investido no turismo temático para valorizar o título de geoparque mundial concedido pela Unesco. O território reúne nove municípios do Centro do Rio Grande do Sul e aposta na paleontologia como principal atrativo internacional.

Em São João do Polêsine, a praça ao lado da igreja exibe esculturas do Buriolestes schultzi e do Gnathovorax cabreirai. Já em Faxinal do Soturno, a Fundação Ângelo Bozzetto criou o Parque dos Dinossauros, com cinco grandes réplicas de espécies encontradas no Geoparque da Quarta Colônia.

Imagem ilustrativa da imagem Cidade pequena do Brasil guarda dinossauros mais antigos do mundo
Foto: CAPPA UFSM/Reprodução Galeria CAPPA
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