BRASIL
Desmatamento na Amazônia cai 37,5% e atinge menor nível da história
Embora em ritmo menor, o Cerrado também registrou queda nos alertas de desmatamento


O desmatamento na Amazônia caiu 37,5% entre agosto de 2025 e maio de 2026 e atingiu o menor nível da série histórica iniciada em 2016. Os dados foram divulgados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e mostram que a área sob alerta de supressão vegetal no bioma chegou a 2.189 km² no período.
O resultado representa um novo marco para o monitoramento ambiental brasileiro e reforça a tendência de redução observada nos últimos anos.
O levantamento utiliza informações do Sistema de Detecção do Desmatamento em Tempo Real (Deter), ferramenta que acompanha diariamente a perda de vegetação nos principais biomas do país.
Amazônia registra menor índice desde 2016
Segundo o Inpe, o total de áreas sob alerta na Amazônia entre agosto de 2025 e maio de 2026 foi o menor já registrado para o período desde o início da série histórica.
A redução ocorre em comparação ao ciclo anterior, quando haviam sido identificados índices significativamente superiores de desmatamento.
Os números reforçam o avanço das ações de fiscalização ambiental, monitoramento por satélite e combate a atividades ilegais em áreas de floresta.
Queda em maio foi a maior já registrada
Considerando apenas o mês de maio de 2026, a Amazônia apresentou uma redução de 61,4% nas áreas sob alerta de desmatamento em relação ao mesmo mês do ano anterior.
O percentual é o maior já registrado pelo sistema para o período analisado.
Leia Também:
O desempenho chama atenção por ocorrer em um momento considerado estratégico para a fiscalização ambiental, quando historicamente há aumento da pressão sobre áreas florestais em algumas regiões da Amazônia Legal.
Cerrado também apresenta redução
Embora em ritmo menor, o Cerrado também registrou queda nos alertas de desmatamento.
De acordo com os dados do Inpe, o bioma apresentou redução de 8,2% no acumulado entre agosto de 2025 e maio de 2026. Foram contabilizados 4.208 km² de áreas impactadas pela supressão de vegetação.
Em maio deste ano, a queda foi de 12% na comparação com o mesmo mês de 2025 e de 25,3% em relação a maio de 2024.
Especialistas alertam, no entanto, que o Cerrado segue como um dos biomas mais pressionados pela expansão agropecuária e pela conversão de áreas naturais.
Lula destaca meta de desmatamento zero
Os números foram apresentados durante visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à sede da Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA), em Brasília.
Durante o evento, o ministro do Meio Ambiente, João Paulo Capobianco, afirmou que os resultados refletem investimentos em fiscalização, monitoramento e fortalecimento dos órgãos ambientais.
“Estamos falando de investimento, apoio e melhoria da atividade do serviço público. Os resultados apresentados demonstram a importância desses esforços para a proteção ambiental”, declarou.
Já o presidente Luiz Inácio Lula da Silva utilizou a ocasião para reafirmar o compromisso do governo com a meta de zerar o desmatamento até 2030.
Segundo Lula, a redução da destruição da floresta é resultado de uma política pública nacional e não consequência de pressões internacionais.
Combate ao desmatamento é prioridade para o Brasil
O governo federal tem defendido o combate ao desmatamento como uma das principais estratégias para enfrentar as mudanças climáticas e ampliar a preservação da biodiversidade.
Além da proteção ambiental, a redução da devastação da floresta é vista como fundamental para garantir segurança hídrica, equilíbrio climático e desenvolvimento sustentável na região amazônica.
Com o novo resultado, a Amazônia alcança o menor índice de desmatamento desde o início do monitoramento do Deter, consolidando um dos melhores desempenhos já registrados pelo sistema do Inpe.


