BRASIL
Eclipse lunar: confira os horários para ver o fenômeno no Brasil
Observação poderá ser feita sem equipamentos especiais


Quem olhar para o céu na noite desta quinta-feira, 27, poderá acompanhar um dos principais fenômenos astronômicos do ano. A Lua ficará parcialmente encoberta pela sombra da Terra durante um eclipse que será visível de todas as regiões do Brasil. O momento de maior cobertura está previsto para 1h13, pelo horário de Brasília, quando 96,2% do disco lunar estará na sombra.
O fenômeno começa às 22h24, e segue até as 4h02 da sexta. A etapa mais perceptível, quando a sombra terrestre avança sobre a Lua, ocorrerá entre 23h34 e 2h52, segundo o Observatório Nacional (ON).
A observação poderá ser feita sem equipamentos especiais. Diferentemente do eclipse solar, o fenômeno lunar não oferece risco à visão, portanto não é necessário utilizar óculos ou outro tipo de proteção. Também não será preciso procurar um ponto específico para acompanhar o evento: o eclipse poderá ser visto de qualquer cidade brasileira, desde que as condições meteorológicas permitam.
O principal obstáculo para quem pretende observar a Lua será a cobertura de nuvens. A iluminação urbana e a poluição atmosférica não devem impedir o acompanhamento do fenômeno.
Eclipse será parcial
O evento desta semana será diferente do eclipse lunar registrado em março, que foi total e não teve visibilidade no Brasil. Desta vez, a maior parte da Lua ficará dentro da sombra da Terra, mas uma pequena parcela continuará fora dela.
Quem perder o fenômeno terá que esperar alguns anos por uma nova oportunidade. O próximo eclipse lunar parcial previsto para janeiro de 2028 será bem menos intenso, com apenas 2,4% da Lua encoberta pela sombra terrestre.
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Fenômeno também poderá ser acompanhado online
Caso o céu esteja encoberto, há uma alternativa para acompanhar o eclipse. O Observatório Nacional realiza transmissões de eventos astronômicos pela internet desde 2020.
As transmissões contam com imagens produzidas pela própria instituição e também com registros feitos por astrônomos amadores, que participam da cobertura utilizando equipamentos próprios.


