FIM DO MISTÉRIO?
Fim de mistério? Exército revela a verdade sobre "ET de Varginha"
Inquérito aponta que suposta criatura se tratava de homem com transtornos mentais

Por Rodrigo Tardio

Três décadas após o episódio que colocou o Sul de Minas no mapa da ufologia mundial, documentos oficiais das Forças Armadas trazem uma explicação terrestre e detalhada para o "Caso ET de Varginha".
De acordo com o Superior Tribunal Militar (STM), o incidente foi fruto de uma sucessão de boatos, falhas de interpretação e coincidências climáticas.
O Inquérito Policial Militar (IPM), instaurado em março de 1997 pela Escola de Sargentos das Armas (ESA), concluiu que a "criatura" avistada por três jovens em um terreno baldio era um homem com transtornos mentais, conhecido na região por perambular pelas ruas e permanecer frequentemente agachado.
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No dia do relato, a baixa visibilidade causada por uma forte chuva de granizo teria contribuído para a confusão visual das testemunhas.
Investigação detalhada
O processo, que soma cerca de 600 páginas divididas em dois volumes, refuta ponto a ponto as teorias de uma operação secreta. A investigação incluiu:
O Exército auditou itinerários, horários e registros de saída de viaturas, comprovando que não houve deslocamentos compatíveis com o suposto resgate de um ser extraterrestre.
Todos os militares citados em obras ufológicas foram interrogados e negaram qualquer participação no evento. O STM também ouviu os ufólogos responsáveis pelo livro que popularizou o caso nacionalmente.
Uma fotografia do morador local foi anexada aos autos para demonstrar a semelhança com a descrição feita pelas jovens na época.
Transparência
A conclusão do IPM é de que não há qualquer indício de atividade extraterrestre ou ocultação de provas por parte das autoridades brasileiras.
Para encerrar as especulações, o STM informou que os autos do processo estão disponíveis para consulta pública em seu portal oficial.
Com acesso integral aos documentos, qualquer cidadão pode verificar as provas que transformaram o "mistério espacial" em um caso de saúde pública e interpretação equivocada.
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