BRASIL
Felca quebra o silêncio e desmente polêmica sobre “ECA Digital”
Influenciador explica o que muda com nova lei digital

O influenciador Felca, de 27 anos, usou as redes sociais para responder às críticas após ser apontado como responsável pela criação da chamada “ECA Digital”. A Lei 15.211/2025 entrou em vigor recentemente e tem gerado debates intensos na internet.
"Eu não criei essa lei, quem criou foram os políticos. O que eu fiz foi criar um vídeo. Li toda a lei e, como cidadão, passei aqui para te falar", afirmou.
O que a lei realmente muda?
Entre os pontos que mais geraram confusão nas redes está a questão do reconhecimento facial. Segundo Felca, a medida não obriga esse tipo de tecnologia, mas prevê formas mais seguras de verificação de idade.
A proposta é substituir mecanismos frágeis, como o simples clique em “sou maior de 18 anos”, por sistemas mais confiáveis para impedir o acesso indevido de menores.
Outro tema que viralizou foi o impacto nos jogos online. O influenciador citou o League of Legends para esclarecer que crianças e adolescentes não serão proibidos de jogar, mas poderão ter restrições em conteúdos pagos ou que envolvam transações financeiras.
Segurança infantil no centro do debate
Felca também destacou que a lei tenta responder a riscos reais enfrentados por crianças na internet. Ele citou casos em plataformas como o Roblox, onde interações entre adultos e menores ocorriam sem controle adequado.
"A lei também diz que os jogos vão precisar controlar por padrão as interações com estranhos. Parece meio exagerado até você lembrar que, no Roblox, por exemplo, era permitido que um homem de 40 anos conversasse com uma criança de nove. Um adulto mal-intencionado podia chegar ao seu filho, pedir que ligasse a câmera quando ele estivesse sem roupas. Parece terrível, mas era uma realidade", disse.
Segundo ele, a nova legislação prevê que jogos e plataformas passem a limitar, por padrão, o contato com desconhecidos, uma tentativa de reduzir situações de risco.
Apoio com ressalvas
Apesar de reconhecer avanços, o influenciador adotou um tom cauteloso ao comentar a aplicação da lei. Ele afirmou ver a iniciativa como resultado de uma pressão social legítima, mas demonstrou desconfiança em relação à execução.
"Eu fico verdadeiramente feliz pela nossa luta e por ter conseguido gerar algo assim. Agora, é uma lei. A coisa vem de um lugar positivo, de um apelo da sociedade, mas quando político toca a mão, vira sangue. Então eu não coloco a mão no fogo. Quem vai aplicar a lei não sou eu, nem você, mamãe e papai, mas sim pessoas que têm obsessão por poder. Você confia?", desafiou.
Confira o vídeo:
Entenda o ECA Digital
A nova legislação atualiza princípios do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) para o ambiente online, criando regras específicas para plataformas digitais. O foco principal é ampliar a proteção de crianças e adolescentes na internet, responsabilizando empresas e reforçando o papel conjunto de Estado, família e sociedade.
Entre as mudanças, está a ampliação do alcance da lei, que agora passa a incluir qualquer serviço ou produto digital utilizado por menores. Além disso, o texto aborda temas como transparência das plataformas e reforça que a regulamentação não deve ser interpretada como censura.
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