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Freira morta em convento foi vítima de estupro, aponta polícia

Polícia conclui inquérito sobre assassinato da religiosa Nadia Gavanski em Ivaí.

Isabela Cardoso
Por
A irmã Nadia Gavasnki, de 82 anos, foi assassinada no convento
A irmã Nadia Gavasnki, de 82 anos, foi assassinada no convento -

A Polícia Civil do Paraná concluiu, nesta sexta-feira, 27, o inquérito sobre o assassinato da freira Nadia Gavanski, de 82 anos. O suspeito, um homem de 33 anos que já se encontra em prisão preventiva, foi indiciado por homicídio qualificado, estupro qualificado, resistência e violação de domicílio qualificada.

O crime, ocorrido em 21 de fevereiro, aconteceu dentro de um convento das Irmãs Servas de Maria Imaculada, em Ivaí. A religiosa foi encontrada com sinais de agressão física e roupas parcialmente retiradas, o que levou a perícia a confirmar a violência sexual.

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O delegado Hugo Santos Fonseca detalhou que o laudo pericial foi determinante para o indiciamento por estupro. Além disso, a qualificação do homicídio levou em conta a vulnerabilidade extrema da vítima: a irmã Nadia possuía limitações motoras e de fala causadas por um AVC.

Durante o interrogatório, o investigado admitiu parte das agressões, alegando ter agido sob influência de "vozes". No entanto, o conjunto de provas contra ele é robusto e inclui imagens de câmeras de segurança do local; vestígios de sangue da vítima encontrados em suas roupas; e laudos periciais que comprovam a natureza das lesões.

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Voz contra a violência

A congregação das Irmãs Servas de Maria Imaculada manifestou-se profundamente abalada. Em nota nas redes sociais, o grupo destacou que o caso evidencia a realidade brutal do feminicídio e da violência contra a mulher. "Irmã Nádia torna-se agora voz para tantas que não conseguem falar", afirmou a instituição.

Com a conclusão do inquérito policial, o caso agora segue para o Ministério Público, que analisará as provas para oferecer a denúncia formal à Justiça.

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Tags

estupro qualificado justiça paraná segurança pública

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