BRASIL
Mais de 1 tonelada de cerejas são destruídas após detecção de praga
Fiscalização evita entrada de ácaro que devasta uvas e citros

Uma operação de rotina no Aeroporto Internacional de Guarulhos (SP) evitou o que poderia ser uma catástrofe para a agricultura brasileira. A equipe do Vigiagro (Sistema de Vigilância Agropecuária Internacional) interceptou 1.120 quilos de cerejas frescas importadas do Chile contaminadas pelo falso ácaro vermelho chileno (Brevipalpus chilensis).
A praga, considerada quarentenária (inexistente no Brasil), é uma das maiores ameaças aos pomares da América do Sul e motivou a interdição imediata da carga.
O que é o ácaro chileno?
O Brevipalpus chilensis é um inimigo silencioso, mas devastador. No Chile, ele é responsável por perdas de até 30% nos parreirais durante os meses de calor. Além da uva, esse ácaro ataca culturas vitais para a economia brasileira, como:
- Laranjas e limões (Citros);
- Kiwi;
- Frutas de caroço.
Sua entrada no território nacional poderia desestabilizar mercados e comprometer a exportação de frutas brasileiras devido às restrições internacionais que pragas desse tipo impõem.
Rigor na defesa fitossanitária
A detecção ocorreu no dia 6 de novembro e passou por rigorosos testes laboratoriais antes da confirmação final. Segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), o procedimento faz parte de um protocolo contínuo para evitar que pragas exóticas destruam o equilíbrio dos ecossistemas agrários do país.
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Para garantir a segurança total, as cerejas contaminadas não retornarão ao país de origem. Seguindo a legislação vigente, a carga passará por um processo de fumigação (tratamento químico) ainda no aeroporto e, na sequência, será totalmente destruída.
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